terça-feira, 29 de junho de 2010
Resenha Show do E.N.T. em São Paulo
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Darge Brasil Tour 2010
Indiscutivelmente o mundo é movido por sentimentos, sejam eles bons ou não. Ganância, altruísmo, intolerância, benevolência, egocentrismo, compaixão, ignorância... Enfim, são diversos lados de uma mesma moeda (que é o globo terrestre).
Se para definir o trio Darge – formado em Gifu, Japão, em 2004 – um único sentimento tivesse que ser escolhido, o ódio é o que melhor se encaixaria.
O motivo é simples, ele seria usado como forma de expressão contra a hipocrisia, a corrupção, o fanatismo religioso, a desigualdade social e outras tantas mazelas que assolam o mundo.
Depois de participar da coletânea local “Noise Of Mind Vol. 2” e de lançar o CD-demo “Scum Society”, a banda passou por algumas mudanças na formação. Em 2007, o guitarrista/vocalista Oze conseguiu encontrar dois parceiros que trouxeram ainda mais fúria ao Darge: o baterista Shinnosuke (ex-J.U.U.M.) e o baixista/vocalista Yaekashi. Este último, um brasileiro radicado no Japão que através de seu selo (Karasu Killer Records) e muita força de vontade (além de trabalhar cerca de 12 horas em uma fábrica ele ainda arruma tempo para atuar como vocalista no quarteto crossover N.E.K.) conquistou respeito no cenário nipônico e de quebra levou muito do underground “verde e amarelo” para lá.
Com essa base, o Darge intensificou o ritmo de shows e foi moldando uma sonoridade própria ao misturar suas influências pessoais, que vão do hardcore japonês do S.D.S. aos primórdios brasileiros de nomes como Olho Seco, Ratos de Porão e Lobotomia. Britânicos (G.B.H., English Dogs, Antisect e Motörhead) e suecos (Anti Cimex, Wolfpack e Driller Killer) também estão entre as preferências deles.
O grupo já teve material lançado (em vinil, K7, CD e CD-R) na Ásia, América do Norte, Europa e América do Sul, entre eles “Desespero”, “4 Way For Destruction” (ao lado dos japoneses Encroached e dos brasileiros Massacre Em Alphaville e Under The Ruins) e um split-cassette com os americanos Secret Sect .
Com tanto material espalhado o jeito foi fazer um apanhado e colocar em um único CD, ganhando como bônus algumas faixas ao vivo. Assim, em 2010, antecipando a turnê brasileira do Darge sai – lembre-se do sentimento da introdução do texto! – o álbum “?? – Ódio”.
Nele, que tem a arte assinada por Estenio Napalmer (Hellsakura), estão 11 faixas com a caótica mistura das influências já citadas, potencializada com a explosão de energia crust, atmosfera D-beat, crueza punk e eletrizantes solos rock and roll. Seguem esse linha músicas como “Scum Society”, “No Reason Power”, “Vicious Circle” e “Distinction of View”.
Quando imagina-se que o pico da energia (e quem sabe do ódio) foi atingido, faixas onde a velocidade é ainda mais acelerada – “Insanity”, “Meu Desespero” e “Reveal it!!” – e os berros intensificados, nos mostram que o Darge não está para brincadeira! Rápida, curta e vigorosa, “Nunca Mais” é o grande destaque do disco! Nela, fica evidente que a mistura de hardcore japonês com tempero punk brasileiro dá mais que certo.
Numa verdadeira cooperativa independente “?? – Ódio” é lançado por selos de diversas localidades, são eles: Karasu Killer (Japão), Balboa Discos (São Paulo), Nausearréia Recs (Tocantins), Úlcera Brutal Records (Santa Catarina), Xaninhos Discos Falidos (Belém), Massive Records (Goiás), Parayba Records (Rio de Janeiro) e Overall Records (Rio Grande do Sul).
O disco fecha com a trinca ao vivo “Feel Your Vibration”, “Change” e “Sufocado”, onde dá para ter noção de como o trio se comporta no palco – que, inclusive, já foi dividido com os também japoneses D-Clone, Unholy Grave e Flash Gordon, além de MeinhoF (Inglaterra), Fy Fan (Suécia), Destino Final (Espanha), Hellsakura (Brasil), entre outras.
Bom, se o ódio é um dos tantos sentimentos que movem o mundo, é possível dizer que ele que se prepare porque o Darge está pronto para mudá-lo... Ao menos repertório e disposição Oze, Yaekashi e Shinnosuke têm para continuar tentando!
Ricardo Tibiu
Março/2010
Contatos:
dargepunk@yahoo.com
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sábado, 20 de março de 2010
Novidades


terça-feira, 16 de março de 2010
Tour Report Licor de Xorume
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Hocus Pocus Completa 18 Anos
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
CONEXÃO BELÉM


quarta-feira, 21 de outubro de 2009
SUTIÃ KILLER, WxCxM, RATOS DE PORÃO E GAROTOS PODRES

17/10/2009 SÁBADO GOIÂNIA ARENA
...não tive como resistir e decidi resenhar mais um dos shows que marcaram essa vida desse feliz ser goiano pé rachado de 32 anos.
...ali não seria a primeira vez que estaria vendo um show do Ratos ou mesmo do Garotos, mas algo me dizia que esse seria diferente. E foi mesmo!! Logo na entrada encontro uns “camaradas” das antigas, ala geriátrica do hardcore goiano, as figuras eram: Leonardo Ribeiro (Léo Bigode), Eduardo Mesquita, Glauco “mingau”, Denis, Little John, Márcio Mario da Paixão Junior (vulgo Marcio Jr.), Eline “profana” e mais um monte de gente feia!! Todo ainda na escadaria imagina como seria lá dentro. Detalhe, lá dentro encontrei depois o “povo de Brasilia”, ilustríssimos Hery e Barbosa, respectivamente das bandas Innocent Kids e Terror Revolucionário.
...de repente o Julio “bivas” batera do WxCxM, me chama para dar uma força pra eles, que precisavam regular o som pro show deles, logo fui ajudar e nem precisei pagar pra entrar!! Ta cada vez melhor o evento, e nem começou a desgraçeira ainda!
...quem entra no palco primeiro são as meninas – bem jovens por sinal, deve ter na faixa de seus 16/17 anos de idade – e já começaram com um som bem tocado. Um punk rock normal, sem muitas variações, mas tocado com energia e a galera respondendo a altura, agitação já na primeira musica. Tudo indica que a noite cada vez mais será “mio”. Pena que não pude ver o show todo porque tive que dar uma força pros caras do WC, que iam entrar no palco logo após. Mas do pouco que vi do show das garotas do S.K., valeu demais.

...entram os mulekes com o cão no corpo do WCM. Bola de praia, fumaça colorida, pulos insanos e gritaria. Eis o show dos caras. Apesar de que o som no palco tava perfeito, nos PA’s – som para o publico – tava ruim, muito mal equalizado. Mas pensa que foi problema? O publico tava nervoso. O baterista o Ratos, o Boka, tava com uma banca montada no canto do show perto de onde tava o hot dog, a fazendo uma menção com as mãos, tipo de que tivesse tocando bateria, não entendeu? O Boka tava pirando no show do WCM!!! Os caras tocaram musicas antigos e novos, foi um set de uns 35 minutos, que literalmente esquentou o local. Não poderia deixar de falar, alem de o local estar muito quente, a cerveja CRISTAL e água mineral estava apenas R$ 3, uma pechincha!!! Mas voltamos ao que nos interessa o WCM. Simplesmente foi um dos melhores shows dos caras, rápido, direto, tosco, com pouco erro e no estilo que o cramunhão gosta.

...agora sim, tirei meus óculos, fui para o meio das pessoas bonitas do evento, para ver o Ratos de Porão diretamente da Vila Piauí. Jaó, Boka, Junin e Gordo. Senti-me com uns 17 anos nesse momento. Os caras começaram a tocar as musicas do RDP VIVO – parecia que o meu vinil tava tocando! – e já emendaram com uma overdose de “hits”. Teve de tudo musicalmente falando: IGREJA UNIVERSAL, AIDS POP REPRESSAO, BEBER ATE MORRER, CRUCIFICADOS PELO SISTEMA, CAOS, MORTE AO REI, AMAZONIA NUNCA MAIS...e o Gordo tava até simpático!! Não grilou com a galera, pelo contrario, retirou os seguranças do palco, pediu para retirar o alambrado de divisa do palco – pois poderia mesmo causar um problema serio, oferecendo cerveja para a galera. Tava tudo bem ate que, pra variar acontece o mesmo incidente que ocorreu no show do Dr. Living Dead, onde roubaram a bandana do vocalista, no caso so show do ratos, “furtaram” o boné do Gordo, e ai o Gordo grilou, ate parou o show para ver se recuperava, mas não recuperou e ele segui o show colocando uma bandana. Não houve ataque de estrelismo ou raiva do Gordo, só um grilo momentâneo, e o barulho seguiu ate que novamente o Gordo para o show para “pagar um sapo” para uns punks, que no seu direito de protestar, começaram a cuspir no Gordo. O “simpático” gordo apenas “pagou o sapo” e dedicou umas musicas para os mesmo que protestavam – e pelo que me chegou de informação logo depois os mesmo foram expulsos do local, e a festa seguia. Não poderia deixar de relatar que em um determinado momento, meu amigo Pedro “voador” (homem mosh) subiu no palco para mostrar sua exuberante beleza e físico e se jogar no publico, porem o bicho deu uma pirueta no ar que parecia ate contorcionista chinês, nesse momento ate o Gordo parou de cantar e falou com o Jaó; “Moleque doido!”. Olha o elogio que o Pedro ganhou dos caras!!
...nessa hora eu já tava só o suor.

...por fim veio o Garotos Podres, que infelizmente pegou, inicialmente um público ainda cansado do inferno ocasionado pelo Ratos, e um som que até a quinta música tava meio ruim, mas logo regularam e ficou bom. Também pra variar veio um monte de “hit” ou simplesmente clássicos: PAPAI NOEL VELHO BATUTA, ANARQUIA OI, JOHNNY, FUZILADOS NA CSN, A INTERNACIONAL... e o show foi bem agitado. Não poderia deixar de dizer isso, mas os caras do Garotos, já não estão tão Garotos assim, já estão para AVÔS PODRES, mas também, trabalho, cerveja, família não há quem resista ao tempo. O interessante e que normalmente nos shows do Garotos costuma aparecer uns skins de Brasília e dessa vez não tinha nenhum, só vi apenas um jovem com uma boina e camisa do Vírus 27, um visual bem Oi, mas não chegou a ser algo que pudessse ser algo de “criticas” ou “tretas”. Que por sinal não houve em todo o evento.
Olha Goiânia se portando com gente grande, um evento desse porte sem nenhum atrito.
...ja eram cerca de 5 horas da manhã, desgraça já e o primeiro dia do horário de verão, e volto para casa, com a sensação de ter aliviado o stresss da vida moderna.
Erros de português, erros de concordância e demais problemas da resenha tudo por Luiz Eduardo “Bacural”. bacuralhc@hotmail.com
Fotos por The Geras





