sábado, 20 de março de 2010

Novidades

O Reiketsu na verdade não surgiu como uma banda, e sim um projeto de dois integrantes da banda Kolisão Frontal: Kiko e Bruno. A idéia de fazer este projeto surgiu durante um período de inatividade do Kolisão (que continua parado). Após algumas conversas, com várias idéias e vontade de tocar surgiu então o Reiketsu. A primeira demo foi gravada em janeiro de 2009 e logo surgiu a primeira oportunidade para se apresentar ao vivo. Foi então que Tiago (Vento na Cara, Alkoholic Zombies, Infrenesi, etc) se juntou ao grupo, e na ocasião Gu (Deathout) tomou conta da bateria. Algum tempo após esse show, Saulo (Nuestra Familia) assume as baquetas do grupo.



Vagamos por essa terra devastada, cruzando desertos de nossa própria criação, em meio à loucura. Deixamos nossas marcas nas ruínas das cidades mortas e das que estão a morrer, sem nos rendermos. Ainda seremos lembrados como a resistência, sedentos pela cura, pela luta por justiça. Somos os filhos do medo nuclear; lutamos para apagar os rastros de nossos ancestrais, rastros que levaram às trilhas que somos obrigados a seguir. Mas escolhemos seguir outro caminho... Seremos vencidos pelo cansaço; seremos mortos pela velocidade de nossas ações; mas seremos bem sucedidos. 







Nahende Vernichtung started in 1991 with Rik,lazy, Wouter, Stefaan and Willy. But had lots of changes through the years. So Gitaar: Rik(1991-??!) Wouter(1991-1992) Bass: Stefaan(1991-1993) Paul(1993-1998) Nico(1998-2002) Pablo(2002-??!) Drums:Willy(1991-??!) A'capellas:Rik(1991-??!) Lazy(1991-1993) Paul(1993-1998) Alex(1998-1999) Wartiest(1999-2007) Waw thats lots of people. Hmm and still so little fans HaHaHa. Oh and we like to play loud

terça-feira, 16 de março de 2010

Tour Report Licor de Xorume


           Toda essa aventura começou dia 11/02/2010(quinta), data em que sairíamos de Belém rumo a Palmas. Mas um imprevisto em cima da hora impediu o planejado. O nosso vocalista Muca’s só seria liberado do seu novo emprego no final da tarde de sexta-feira.

         Estávamos num dilema: fazer a tour completa nas três cidades (Palmas, Goiânia e Brasília) sem o Muca’s ou cancelar Palmas e tocar nas outras duas com a banda completa. Após pensar os prós e contras, e principalmente, pela falta de outro motorista pra revezar com o C3, decidimos fazer só Goiânia domingo e, dependendo do “andar da carruagem” tocaríamos em Brasília na terça. Sendo assim a saída rumo a Marabá, onde o Mucura seguiria com a gente, foi adiada para sexta-feira depois do almoço. Kaká preferiu não se aventurar com a gente, por que “eles do Licor de Xorume são tudo doido”.

         Após 8 horas de viagem, chegamos às 23:00h de sexta-feira em Marabá, onde fomos recebidos pelo André (primo do Muca’s e C3). Dormimos na casa dele e saímos umas 6:00h rumo a Xambioá no Tocantins.
         Chegamos umas 9:00h de sábado na travessia da balsa de São Geraldo do Araguaia pra Xambioá. Lá se foram mais 10,00 do dinheiro contado da gasolina!
         De Xambioá, seguimos para Araguaína, onde pegaríamos a Belém-Brasília até a entrada de Porto Nacional.

         Só fomos chegar a Porto Nacional quase 8h da noite. O cansaço nos venceu e resolvemos dormir por lá. Achamos uma pousada boa e barata com um pessoal gente fina e comida boa.

         Domingo, umas 4 da madruga partimos rumo a Goiânia.

         Depois de quase nos perdermos perto de Brasília chegamos em Goiânia umas 17:00h, lá fomos recebidos pelo Slake (WxCxMx) e Segundo (Selo Two Beers Or Not Two Beers). Seguimos direto pro Capim Pub, local do show.

         Ótima recepção de todos, galera compareceu em peso no 1° dia do festival EXU, muitas bandas boas, entre elas, W.C.M. que já passou por Belém ano passado e Abalo Sísmico do nosso amigo e dono do blog “licor de chorume” XXX. Nosso 1° show em 2010 foi com o pé direito tocando em Goiânia pra uma galera ensandecida e apesar do nosso cansaço, com muito gás e catuaba goiana. E ainda rolou a estréia da nossa nova música “ONBI’s – Objetos Norte Americanos Bem Identificados”.

         Depois do show rolou um “rendez-vous” na casa do Alexandre do W.C.M., regado a muita música boa, cerva, catuaba, tcharo e com direito a pentagrama feito com sal no chão do pátio. Dormimos muito bem por lá.
         No outro dia já quase curados da ressaca da noite anterior, estávamos decididos a “pegar o beco” e voltar pra Belém, pois o trampo do Vevé começava na quarta de manhã. Foi quando Vanessa (Sutiã Killer) convidou agente pra comer um churrasquinho em grande estilo, catuabas, cervejas e piscina deliciosa pois estava fazendo muito calor mesmo.

         Mas eis que surge mais um imprevisto. Após fazermos a contabilidade financeira e constatarmos que havia um déficit no caixa, essa idéia foi por água abaixo.... traduzindo: não tínhamos grana suficiente nem pra colocar gasolina pra voltar!
         Pensamos: Fudeu!! Literalmente Fudeu!! Vamos ficar ilhados em Goiânia. Lesão já pensava em virar Hippie e viver da venda de colares e pulseiras na rua.
         Mas depois de algumas ligações e conversas, decidimos fazer mais um show na segunda em Goiânia e partir no outro dia.
         Até que o imprevisto foi bom, pois não fosse isso, não teríamos sacado o show do Ímpeto, banda punk HC das antigas da cena goiana (15 anos de estrada) e o encerramento do festival com uma banda que não soubemos definir muito bem chamada “Os Gays” com um “nerd” no vocal e duas mulheres muito gatas no backing. Já tínhamos ouvido falar da banda que tinha a fama de fazer apresentações bem diferentes e marcantes. Mas não imaginávamos que a banda toda (com exceção das garotas) tocaria nua no meio do show! Hilário! Segundo eles foi um protesto contra o machismo no Rock (??).

         No mesmo dia voltamos a casa da Vanessa onde quase conseguimos descansar “isso se não fosse o Vevé muito chapado enchendo o saco de todo mundo até o amanhecer”.
         Já na terça saímos umas 11:00h com o intuito de chegar em Marabá e dormir por lá antes de pegar o último trecho da viagem até Belém. Mas ao passar na estrada e ver Brasília “passando ao lado”, algo ou alguém cutucou nossas mentes....Por que não tocar em Brasília? Já estamos aqui mesmo...O que é um peido pra quem já tá cagado? E ainda poderíamos descolar uma grana pra ajudar com a gasosa.
         Paramos em um posto e ligamos pro Barbosa (Terror Revolucionário e Possuídos Pelo Cão) pra saber se podíamos tocar por primeiro, pois depois do show pegaríamos direto a estrada até Marabá.

         E lá fomos nós! Dessa vez não nos perdemos e chegamos até a casa do Barbosa onde demos um tempo, uma brocada e fomos pro clube onde rolaria o festival.
         Pra uma terça de carnaval com a cidade quase vazia, até que deu bastante gente no show. Fomos a 3ª banda a tocar depois da galera do Massacre Bestial e Kanela Seca. O som tava muito bom, e a galera curtiu pra caralho, muitos punks na frente do palco sacando nosso som e agitando muito no cover do Psychic Possessor “Capitalismo”. Por incrível que pareça só tomamos 2 copos de catuaba antes do show, devido a pouca grana e a estrada que ainda íamos pegar....se dirigir não beba!!! Eheh

         Final do show ainda ficamos um tempo conversando com a galera do Os Maltrapilhos (pena não poder ver o show dos caras e do The Insülts também) e depois saímos rumo a Marabá umas 21:00h.
         Foi nessa noite que sentimos na pele o quanto é perigoso dirigir cansado e com sono. Sorte que o Fabrício agüentou bem até Arraias no Tocantins, com muito energético e hardcore no ouvido. Lá pelas 5 da manhã de quarta-feira paramos num posto em Conceição do Tocantins e dormimos ali mesmo no carro até o restaurante abrir pra tomar café e seguir viagem.
         Já com o sol na cara e menos sono partimos no último trecho até Marabá. Lá pelas 9 da manhã chegamos em Porto Nacional, abastecemos e seguimos até Lajeado, cidade próxima a Palmas, onde pegaríamos uma balsa. Chegamos lá umas 12:00h e resolvemos relaxar um pouco num riacho pra curar de vez o cansaço e o sono e revigorar o corpo e a mente.

         Mais estrada e mais estrada, daí pra frente só paramos numa mercearia pra comprar pão e mortadela que serviu como almoço.
         Chegamos em Marabá lá pelas 9 da noite. Mais uma vez dormimos lá. Acordamos umas 4 da manhã, o Mucas seguiu pro seu trabalho em Parauapebas e nós três saímos rumo a Belém.
         Todos revigorados, felizes e cantarolantes, até que percebemos que não estávamos voltando pelo mesmo caminho que viemos. PQP! Paramos na estrada e soubemos que estávamos indo pro Porto de Arapari. Fudeu de novo!! Sem nenhum tostão no bolso, pouca gasolina, como iríamos pagar a travessia da balsa até Belém?

         Eis que de novo alguém nos cutuca...na verdade cutuca o C3 e ele resolve vender seu celular pra conseguir essa grana, então o Lesão resolvel ir atraz de um comprador quando percebe, um figura o leva até uma Boca de Fumo onde finalmente conceguiu vender o celular. Ainda bem que o aparelho só ligava, recebia e acendia uma lanterna...depois a gente faz uma vaquinha e compra outro pra ele.
         Missão cumprida! Essa é a sensação que tivemos ao desembarcar da balsa de Arapari em Belém.

         Após rodar 4.400km, atravessar 4 balsas, passar por 45 cidades entre Pará, Tocantins, Goiás e Distrito Federal, entrar errado em inúmeras rotatórias, nos perder em algumas cidades, mesmo assim, valeu a pena todo esse esforço.
         Sem dúvida alguma, o saldo da viagem (ou deveríamos chamar de saga?) foi extremamente positivo: novos e importantes contatos, grande intercâmbio cultural, novos ares, e o principal, a conquista de um novo público em terras diferentes.

         Contamos com o grande apoio de uma galera que não podíamos deixar de agradecer: Kaká (“não quero tirar a força de vocês” e “os caras são tudo doido!”), André e família (valeu pela hospedagem e força $$ em Marabá), Alexandre do W.C.M. e Vanessa e Kandhy do Sutiã Killer (pela hospedagem e apoio em Goiânia), Slake e W.C.M., as bandas de Goiânia que tocaram com a gente, Barbosa (grande apoio em Brasília), Massacre Bestial, Maltrapilhos, Na Figueredo, Sandro-K, Kleber Seqüela, Simon, Balanço do Rock, Belém As Fuck, Felipe e Beto (Derci Gonçalves), Erick, Digão, Porcão, Julio, Natcha, Segundo, Afonsinho (Capim Pub) e a todos que direta ou indiretamente contribuíram com essa aventura doida de 4 malucos na estrada rodando quase 5.000km simplesmente pelo prazer  de tocar Hard Core e representar a cena paraense lá fora.

Meu único prazer agora é beber Licor de Xorume...

         Viva a Catuaba!!!!


Daniel Ctrex

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Hocus Pocus Completa 18 Anos


A HOCUS POCUS fica bem alí, bem no centro de Goiânia, na Avenida

Araguaia, número 957, quase esquina da Paranaíba. Ela não é uma

simples loja de comércio de livros e HQs antigos e usados. A HOCUS

POCUS é também uma referência para encontros e informações do mundo

da cultura alternativa underground em Goiânia. Suas paredes são recobertas

de histórias em quadrinhos e é um dos principais e pioneiros redutos dos

roqueiros goianos.



O carismático e eclético "JUNINHO", como é o conhecido o dono da loja

montada juntamente com seu irmão, o poeta Luiz "FAFAU", diz que no

começo as bandas não tinham onde tocar e então a sua loja acabou virando

palco de constantes shows, iniciando assim a crescente e vigorosa cena

roqueira e punk de Goiânia.



Nos últimos anos os shows são realizados somente nos aniversários da

HOCUS POCUS e não mais dentro da loja. Agora o palco é improvisado

na sobreloja, em cima da loja, onde costuma-se reunir cerca de 600

pessoas por show.



No próximo dia 20/02/10 a HOCUS POCUS, se torna "de maior" atingindo

os seus 18 anos de existência, e parar comemorar esta data significativa

para os roqueiros de Goiânia, será realizado um show, às 17 horas, com

as bandas: Baba de Sheeva, Orquidhea, Mechanics, Bacural Black Night(Anesthesia Brain),

Bloco dos Canalhas, Sociofobia, Heia e Homicidio.



O nome HOCUS POCUS, além de ser o nome de um encantamento

utilizado por mágicos do século XVII, é também o nome de um rock

clássico tipo ópera, criado pela banda holandesa FOCUS em 1994.
texto por Hàmlid

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

CONEXÃO BELÉM



Pois bem, eu admiro bastante a galera de Belém do Pará, os malucos (as) são bastante esforçados para manter-se ativos com suas bandas e assim movimentando uma cena bastante sincera na cidade deles. Mais o menos um ano depois da incrível gig Segunda Sativa que contou com a banda paraense Derci Gonçalves tocando em plena segunda feira com bandas locais, é a vez da também paraense Licor de Xorume pisar no estado de Goiás.


Os caras estão metendo as caras e saindo de rolê pra fazer o que mais gostam, tocar hardcore punk e beber sua catuaba marota, mas dessa vez além dos limites do PA. Licor de Xorume vai cair na estrada em sua primeira tour depois de agitarem bastante a cena de Belém no ano de 2009, foram varias apresentações e um split com a banda paulista UTI. Em Goiânia os caras tocam dia 14/02/10 no já famoso refúgio hardcoreano Capim Pub, por lá ja se passaram várias bandas conhecidas do meio hardcore/punk/metal.


Datas da Mine-Tour

DIA 12/02 - PALMAS

GRITO ROCK PALMAS
LOCAL: TENDENCIES ROCK
BANDAS: MASTER(EUA) PREDATOR(RS) LICOR DE XORUME(PA) BABA DE MUNRRA

DIA 14/02 - GOIANIA

EXU GOIÂNIA- CARNAVAL DO CAPIM PUB 14,15,16/2
LOCAL: CAPIM PUB
BANDAS: CÓLIKA, VÍTIMAS DA INJUSTIÇA, ABALO SÍSMICO, WxCxM, LICOR DE XURUME (PA)

DIA 16/02 - BRASILIA

NOME DO EVENTO: ROCK FOLIA
LOCAL: ESPAÇO BLACKOUT LOCALIZADO NO CLUBE DO CEDEC (912 SUL) NO PLANO PILOTO
BANDAS:
DFC, KANELA SEKA, PODRERA!, LICOR DE XORUME (PA), THE INSÜLT, OS MALTRAPILHOS, ACID SPEECH, MASSACRE BESTIAL, BLACKSKULL.


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Exu Goiânia - Carnaval do Capim Pub! 3 dias de folia underground com bandas que já estão há muito na estrada como o Ímpeto, Demosonic, Os Gays, Abalo Sísimico e WxCxM e bandas novas como Coerência Hardcore, MxMxM, Colika, Vítimas da injustiça e Moraks. Além disso tem o catuaba core direto do Pará do Licor de Xorume! Ao todo 15 bandas em 3 dias de folia por apenas 5 reais por dia! Dias 14, 15 e 16 de fevereiro as 16 horas no Capim Pub.


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

SUTIÃ KILLER, WxCxM, RATOS DE PORÃO E GAROTOS PODRES


17/10/2009 SÁBADO GOIÂNIA ARENA

...não tive como resistir e decidi resenhar mais um dos shows que marcaram essa vida desse feliz ser goiano pé rachado de 32 anos.


...ali não seria a primeira vez que estaria vendo um show do Ratos ou mesmo do Garotos, mas algo me dizia que esse seria diferente. E foi mesmo!! Logo na entrada encontro uns “camaradas” das antigas, ala geriátrica do hardcore goiano, as figuras eram: Leonardo Ribeiro (Léo Bigode), Eduardo Mesquita, Glauco “mingau”, Denis, Little John, Márcio Mario da Paixão Junior (vulgo Marcio Jr.), Eline “profana” e mais um monte de gente feia!! Todo ainda na escadaria imagina como seria lá dentro. Detalhe, lá dentro encontrei depois o “povo de Brasilia”, ilustríssimos Hery e Barbosa, respectivamente das bandas Innocent Kids e Terror Revolucionário.


...de repente o Julio “bivas” batera do WxCxM, me chama para dar uma força pra eles, que precisavam regular o som pro show deles, logo fui ajudar e nem precisei pagar pra entrar!! Ta cada vez melhor o evento, e nem começou a desgraçeira ainda!


...quem entra no palco primeiro são as meninas – bem jovens por sinal, deve ter na faixa de seus 16/17 anos de idade – e já começaram com um som bem tocado. Um punk rock normal, sem muitas variações, mas tocado com energia e a galera respondendo a altura, agitação já na primeira musica. Tudo indica que a noite cada vez mais será “mio”. Pena que não pude ver o show todo porque tive que dar uma força pros caras do WC, que iam entrar no palco logo após. Mas do pouco que vi do show das garotas do S.K., valeu demais.

...entram os mulekes com o cão no corpo do WCM. Bola de praia, fumaça colorida, pulos insanos e gritaria. Eis o show dos caras. Apesar de que o som no palco tava perfeito, nos PA’s – som para o publico – tava ruim, muito mal equalizado. Mas pensa que foi problema? O publico tava nervoso. O baterista o Ratos, o Boka, tava com uma banca montada no canto do show perto de onde tava o hot dog, a fazendo uma menção com as mãos, tipo de que tivesse tocando bateria, não entendeu? O Boka tava pirando no show do WCM!!! Os caras tocaram musicas antigos e novos, foi um set de uns 35 minutos, que literalmente esquentou o local. Não poderia deixar de falar, alem de o local estar muito quente, a cerveja CRISTAL e água mineral estava apenas R$ 3, uma pechincha!!! Mas voltamos ao que nos interessa o WCM. Simplesmente foi um dos melhores shows dos caras, rápido, direto, tosco, com pouco erro e no estilo que o cramunhão gosta.

...agora sim, tirei meus óculos, fui para o meio das pessoas bonitas do evento, para ver o Ratos de Porão diretamente da Vila Piauí. Jaó, Boka, Junin e Gordo. Senti-me com uns 17 anos nesse momento. Os caras começaram a tocar as musicas do RDP VIVO – parecia que o meu vinil tava tocando! – e já emendaram com uma overdose de “hits”. Teve de tudo musicalmente falando: IGREJA UNIVERSAL, AIDS POP REPRESSAO, BEBER ATE MORRER, CRUCIFICADOS PELO SISTEMA, CAOS, MORTE AO REI, AMAZONIA NUNCA MAIS...e o Gordo tava até simpático!! Não grilou com a galera, pelo contrario, retirou os seguranças do palco, pediu para retirar o alambrado de divisa do palco – pois poderia mesmo causar um problema serio, oferecendo cerveja para a galera. Tava tudo bem ate que, pra variar acontece o mesmo incidente que ocorreu no show do Dr. Living Dead, onde roubaram a bandana do vocalista, no caso so show do ratos, “furtaram” o boné do Gordo, e ai o Gordo grilou, ate parou o show para ver se recuperava, mas não recuperou e ele segui o show colocando uma bandana. Não houve ataque de estrelismo ou raiva do Gordo, só um grilo momentâneo, e o barulho seguiu ate que novamente o Gordo para o show para “pagar um sapo” para uns punks, que no seu direito de protestar, começaram a cuspir no Gordo. O “simpático” gordo apenas “pagou o sapo” e dedicou umas musicas para os mesmo que protestavam – e pelo que me chegou de informação logo depois os mesmo foram expulsos do local, e a festa seguia. Não poderia deixar de relatar que em um determinado momento, meu amigo Pedro “voador” (homem mosh) subiu no palco para mostrar sua exuberante beleza e físico e se jogar no publico, porem o bicho deu uma pirueta no ar que parecia ate contorcionista chinês, nesse momento ate o Gordo parou de cantar e falou com o Jaó; “Moleque doido!”. Olha o elogio que o Pedro ganhou dos caras!!

...nessa hora eu já tava só o suor.

...por fim veio o Garotos Podres, que infelizmente pegou, inicialmente um público ainda cansado do inferno ocasionado pelo Ratos, e um som que até a quinta música tava meio ruim, mas logo regularam e ficou bom. Também pra variar veio um monte de “hit” ou simplesmente clássicos: PAPAI NOEL VELHO BATUTA, ANARQUIA OI, JOHNNY, FUZILADOS NA CSN, A INTERNACIONAL... e o show foi bem agitado. Não poderia deixar de dizer isso, mas os caras do Garotos, já não estão tão Garotos assim, já estão para AVÔS PODRES, mas também, trabalho, cerveja, família não há quem resista ao tempo. O interessante e que normalmente nos shows do Garotos costuma aparecer uns skins de Brasília e dessa vez não tinha nenhum, só vi apenas um jovem com uma boina e camisa do Vírus 27, um visual bem Oi, mas não chegou a ser algo que pudessse ser algo de “criticas” ou “tretas”. Que por sinal não houve em todo o evento.

Olha Goiânia se portando com gente grande, um evento desse porte sem nenhum atrito.

...ja eram cerca de 5 horas da manhã, desgraça já e o primeiro dia do horário de verão, e volto para casa, com a sensação de ter aliviado o stresss da vida moderna.

Erros de português, erros de concordância e demais problemas da resenha tudo por Luiz Eduardo “Bacural”. bacuralhc@hotmail.com

Fotos por The Geras

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Resenha Thrash Core Fast IV - Parte 2 - Visão de Turista


O Pessoal de São Paulo costuma não sair com freqüência para ver gigs em outros estados e diante desse fato, decidi bolar uma viagem maluca com meu amigo Fernando, rumo a GYN, para ver o tão comentado Thrash Core fest, no qual os organizadores são Pedro e Júlio, velhos amigos que vira e mexe estão em SP.


Viagem longa, enfiados em um ônibus durante 15 horas, mas enfim, no sábado do dia 24/07 as 15h30 estávamos em Goiânia. A primeira coisa que me chamou a atenção foi o local onde iria rolar o evento, o tal CETE é um prédio da prefeitura local, usado para sediar cursos gratuitos, eventos e coisas do gênero.
Os espaços usados para o evento foram o 2º e o 3º andar, realmente não existem picos assim em São Paulo. Fizeram no 2º andar um mural com flyers de shows dos anos 80 de Thrash e Hardcore e no mesmo andar ainda havia venda de lanches, e materiais.


Decidimos então sacar como estava o andar onde rolaria o show, logo de cara vi no chão um pentagrama enorme feito com fita crepe, o pessoal de Goiânia realmente sabe como fazer as coisas..haha. Antes de começar o show ainda vimos o DR Living Dead, que seria o headline da noite, fazer uma passagem rápida de som, e depois de algum tempo, os caras do Veneno de Rato, de Águas Lindas, entraram em cena, fazendo um hardcore rápido e sujo, empolgando o pessoal que estava no local, realmente uma boa banda.


Depois da apresentação do Veneno de Rato, o andar do show começou a lotar mais, e em seguida, o pessoal do WCM toma o front, executando um hardcore violento, com influencias de tudo quanto é gênero musical em se tratando de bagaçeira, e dessa vez pude ver o quanto o pessoal de GYN é insano, ninguém parava quieto, eu mesmo não me contive e participei ativamente do pogo, e rolou de tudo, gente caindo no chão toda hora, nego voando pro alto, até skate rolou no meio do pit, o mais puro caos se instalou no local, destaque pro vocalista Slake que não parava quieto um segundo sequer.


Depois da desgraça (no bom sentido do termo) da apresentação do WCM, o hardcore deu lugar ao Death Metal da velha escola, executado pelos caras do Pesticide, e o pogo cedeu seu espaço para o pessoal bangear sem parar, Pesticide não deixou pedra sobre pedra com seu Death/Thrash Metal, e quando o povo começou a dar sinais de cansaço, o PPC aparece e bota a negada pra correr em círculos, já vi algumas gigs com o PPC aqui em SP, então já sabia o que esperar duma apresentação deles, mas foi além do esperado, o som estava ótimo e o caos que havia se instalado durante o show do WCM voltou pior, a apresentação deles acabou comigo, depois tive que me abastecer (com cerveja) para poder agüentar a apresentação da banda principal.


Aconteceu uma cena bizarra na noite, um cara estava no segundo andar do prédio, de bobeira olhando os flyers anos 80 que enfeitavam o local, decidiu tirar alguns dos cartazes e cola-los em si mesmo, se encheu de cartazes e saiu do prédio rindo, com uma lata de cerveja na mão.
Não pude ver o DR Livingdead em SP, pois no fim de semana em q eles tocaram, eu estava trabalhando, então não sabia muito que esperar do que estaria por vir.


Foi impecável o show dos suécos, eles já tem presença de palco (só para constar, não havia palco no evento..hehe)pelo visual, com as mascaras de caveiras e a roupagem totalmente Thrash, mas depois que começaram a tocar, a casa veio a baixo, eles mandam muito bem ao vivo, os riffs maníacos de thrash metal... ahh coisa linda de se ouvir. Infelizmente fiquei assistindo de canto a apresentação deles, só apreciando o som, pois já não tinha condições nem de levantar o braço, mas ao contrário de mim, o Fernando e os presentes foram para o agito. Circle pits insanos, um subindo em cima do outro, muito mosh, ao som de Thrash / Crossover, que tanto essa molecada gosta.


Depois do evento, vi o pessoal indo embora, com sinais de cansaço, porém, aquele sorriso de satisfação estampada nas caras. No dia seguinte, aconteceu o Caga-Sangue, no qual não pude ver, pois tínhamos que voar para São Paulo as 19h, voltamos, sem grana, cansados, mas felizes da vida, por ter visto um evento tão INSANO...

Por Alexandre Faustino
Foto: Renan Accioly
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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Resenha Thrash Core Fast IV - Parte 1





DIÁRIO DE BORDO: TRASH CORE FEST (25/07/09 em Goiânia no CETE, com as bandas: Veneno de Rato (Águas Lindas), WxCxM, Pesticide (Brasília), Possuído
pelo Cão (Brasília) e Dr. Living Dead (Suécia).





Para começo de assunto se você estiver com preguiça de ler pode parar por aqui que tem muita Historia – com H maiúsculo mesmo - a ser relato nesse final de semana insano...
Sábado de sol e férias o que fazer? Clube? Bater uma bolinha com os amigos? Ir para um barzinho com a galera tomar uma cerveja? Nada disso, hoje tem o evento do povo mais feio de Goiânia: Trash Core Fest!


Os organizadores, os senhores Julio WCM (vulgo Bivas) e Pedrinho (vulgo monitor de Direto Penal) estavam ansiosos há semanas com esse show, e não era para menos, pois há algumas semanas antes tivemos um evento também com bandas gringas que “furou”. Logo a ansiedade era muita. Porem como a divulgação foi muito bem feita, não havia outro evento na linha no dia tudo acabou conspirando em favor dos organizadores. Ainda bem! Pois houve muitos gastos com o evento.


Chega à noite e estou eu indo para um evento no qual eu deveria curtir, mas que no final trabalhei para caralho, mas valeu a pena. Agora começa a ficar bom...
Casa cheia, já avisando que no final houve mais de 450 pagantes, e o publico insano e vestido a caráter – muitas bermudas, bandanas, moicanos, calças apertadas, rebites, botons, skates tubarão, tava “bunitu” de se ver o local. Na área do bar tinha ate som ambiente, somado a varias bancas com CDs, camisas, zines e uma parede só com cartazes de show da década de 80 – tinha SUICIDAL TENDENCIES, MISFITS, BLACK FLAG, BAD BRAINS, ADOLECENTS... – e no andar de cima a primeira banda se preparava para tocar, diretamente de Águas Lindas (também carinhosamente a cidade e chamada de FACAS LINDAS) entrava no palco por volta das 20h30min.
Pense numa banda que o vocalista parece que tem 17 anos com voz de 13 anos, uma batera rápidos, um baixista que errava toda hora e uma guitarra “suja”: esse é o Veneno de Rato. Puta que pariu o publico já tava abrindo a roda de hardcore na primeira banda – outro detalhe, no centro do show havia um desenho de um pentagrama com o sentido que deveria ser feita a roda, coisas do T.C.F. – os moleques tocaram um set de meia hora, mas que foi perfeito. Os caras pareciam estar na cidade deles, muito a vontade com o publico. Perfeito. A seguir viria o WCM, para lançar o novo trabalho “O caos continuará” mais um desastre de vendas da Two Beers Records, o selo do amigo Wander Segundo.


Quando eu peguei o microfone para anunciar ao publico que a próxima banda era o WCM, houve uma gritaria histérica, já pensei o show dos caras promete... Dito e feito, quando os caras começaram a tocar, o lugar que já e quente, ficou infernal – em todos os sentidos – puta que pariu de novo! Os caras estão tocando demais, destaque para a guitarra de Alexandre que toca e agita demais. O baixista Theo tava com um bonezinho de plástico tipo playmobil e a figura carismática do vocalista Tiago Slake Black Black interagindo com o publico o tempo todo. Impecável o show dos caras. Teve um momento que entrei pra agitar no show e acabei perdendo meus óculos recém comprados, mas por sorte um amigo encontrou e devolveu eita sorte a minha. Também tem que ser relatado que para esse show dos WCM, vieram de São Paulo dois amigos da banda (Alexandre e Fernando, que disseram que nem em São Paulo se vê um evento tão louco como esse, meu ego goiano esta ate em alta!), após esse show o calor no local tava insuportável. Quem se preparava agora para entrar era o pessoal do Pesticide, Death Metal old school, que infelizmente tocou sem um guitarrista, mas que não atrapalhou em nada a performance da banda – mas o guitarra da banda Capaça, que toca também no Violator, disse que teve muitos erros, felizmente a gente não percebeu esses erros.


O Pesticide tocou as musicas to cd”Hellish Warfare” e mais algumas musicas novas, onde destaco uma certa influência nas musicas de bandas como Obituary e algumas coisas do tipo Terrorizer, principalmente por parte do baterista, que toca demais, sem desmerecer os demais caras da banda. Apesar do som dos caras ser um pouco diferente das demais bandas que estavam programadas, o publico agitou da mesma forma, mostrando mais um aspecto importante do T.C.F., a tolerância com as diferenças musicais. Mas a noite não acabou, ainda faltavam duas bandas, sendo a próxima a moçada do Possuído Pelo Cão, o local seria possuído logo logo...


Vou ser direto no comentário. O PPC e hoje a melhor banda de crossover do Brasil na minha opinião, e parece que para o publico que estava no ambiente ( muito, mas muito quente) também é. Os caras comandados pelo ultramega carismático vocalista Pedro Poney – que alem de tudo e vocal do Violator – fizeram um show que deixou nego “arriado”. Tocaram as musicas do disco
“Possessed in the circle pit” e mais dois cover, um do S.O.D. (que não agüentei e juntamente com o Luciano do HC137 fomos pular um pouquinho também) e outro do Excel. Parecia que a cada banda estava melhor que a outra e o local cada vez mais cheio e cada vez mais quente. E faltavam ainda os anfitriões da noite os suecos do Dr. Living Dead – que estava circulando entre a galera, ate se arriscaram a dar uma volta ao redor do Cete, e passaram em frente a um “forró” que fica do lado do espaço do show onde eles ficaram impressionados com o evento paralelo que rolava ao lado e que também tinha muita gente feia! Os suecos só falavam uma coisa quando se perguntavam a eles sobre o local, eles diziam: “Hot, hot, hot!”. Nem preciso falar mais nada né?!




Antes dos gringos entrarem no palco, demorou cerca de uns 20 minutos para eles entrarem, rolou uma “apresentação” de capoeira (!!), outra de street dance (!!) e alguns saltos de show (!!) entre o publico presente. A insanidade estava só começando... Eis que entra um “ser” de peruca com cabelos anos 80, cigarro no canto da boca, calça listrada estilo “smash my eggs”, óculos Ray Bam e bota de cowboy para anunciar o Dr. Living Dead.




Então entram os mascarados suecos. Pensei que o local iria desabar, gente pulando, gritando, batendo cabeça, dando mosh, adrenalina a 1000. Valeu esperar, pois já passavam da meia noite, a presença de palco, as musicas, o visual (ate o próprio Dr. Living Dead deu o ar da graça e apareceu no show) esteve tudo impecável. O som dos caras ao vivo e impressionante. Quem não foi no show tem que se martirizar algo desse nível acredito que vá demorar a voltar em Goiânia. Só teve algo ruim no show dos caras, o set deles foi de no máximo de 30/35 minutos, foi rápido demais – porem suficiente pra deixar mais gente destruída – era o termino de algo que marcaria a turnê dos caras. Deixo aqui algo que e de matar de inveja outras cidades da turnê, mas conversando com os caras da banda após o show e com o Thiago (vocalista da banda de grind D.E.R. que tava acompanhando os caras) ambos me disseram que os melhores show foram de Águas Lindas e Goiânia. Parabéns pra “noize”!



Poxa porem teve um lance que descobri fuçando na internet, roubaram uma das bandanas dos caras do Dr., e pelas fotos parece que foi o cara do Overcome... mas de boa eles devem ter mais outras.
02:00hs da manha, cansaço total, acabava tudo. Por fim guiei o pessoal de Brasília ate o Habib’s para lancharem e voltarem a terra do poder e depois finalmente ir para casa dormir, pois no outro dia estaria eu na estrada rumo a Brasília para ir ao Caga Sangue Trash – intitulado esse ano de A MALDIÇÃO DE MADALENA VIUVA – com as bandas Ameaça Cigana, Innocent Kids (comemorando 10 anos), Low Life, Violator e Dr. Living Dead...
Essa resenha estará disponível logo logo no próximo Diário de Bordo....




Erro de português, erros de concordância verbo-nominal, puxa saquismo e texto incoerente por Luiz Eduardo “BACURAL”. Professor, vocalista de bandas que não fazem sucesso e que adora escutar musicas gritadas, mal gravadas e tocadas fora do tempo.




Fotos: Renan Accioly