domingo, 8 de agosto de 2010

THRASH CORE FAST 5



Pensou que tinha acabado? Pensou que a praga tinha sido pendurada no armário junto ao colete com patches? Pensou que sua flanela nunca mais seria desenterrada no fundo do guarda roupa imundo porque não se acredita mais na insanidade das velhas ondas? Quem duvidou da força do pentagrama feito com fita crepe se fudeu! Continuamos lascados e incrivelmente felizes gastando rios de dinheiro com disco, meio que sorrindo pra vida sem esperar grande coisa em troca e levando diversão a sério num mundo podre de viver como esse. O tempo passa, o Michael Jackson morre, o Chinese Democracy é lançado, o Hassan vira crente e o THRASHCORE FAST! continúa no mesmo espírito alegre de sempre! Coisa que só quem é deslocado do cotidiano hype de Goiânia entende. Para os desavisados, esse é o tipo de festa feita pra quem vê sentido em ficar trancafiado no quarto em sábado à noite ouvindo Malevolent Creation e 7 Seconds, sacou? Traga a família, amigxs, fantasias, bóias, skates, pranchas, zines, política, discos, comida gostosa, e convide todo o antro de feiúra que convive com você para desfrutar da edição FESTEIRA do THRASHCORE FAST!, repetindo bandas marcantes e convidando outras tão queridas quanto para fazermos da noite do dia 22 de agosto algo tão marcante quanto a insanidade no CETE em julho do ano passado. Locais estão se fechando pro rock, e o alto custo de tudo nos obriga a cobrar a entrada a 10 cruzeiros. Entendam, é o mínimo que podemos pra não rolar um prejú considerável pros nossos bolsos falidos. DIY OR DIE!
Dessa vez, o palco será o DCE da PUC, local que abraçou o metal goiano nos tempos de vacas gordas. As bandas, como não poderia deixar de ser, oscilam naquela mistura gostosa de metal e hardcore que a gente ama. SPEED IS WHAT WE NEED!

BANDAS:

VIOLATOR (DF)

Os maníacos do thrash metal retornam à Goiânia após a devastação na Europa, exalando a mesma magía enérgica e simpática que conquistou o mundo. Veneno PULSANDO sem pausa, velocidade absurda, palhetadas a mil, e energia tão impactante que deixou o patrão da Earache de queixo caído! Show de lançamento do EP Annihilation Process.

myspace/viothrash

DER (SP)

O blastbeat mais rápido do mundo retorna ao eixo do pequi pra mais destruição auditiva. Descontrole, raiva, ódio e fúria grindeira contrastam com o cofrinho e com o carisma do vocalista papai. Se esse show não derrubar o teto do DCE, pode até chover tijolo que a qualidade do gesso é garantida!

myspace/derpunk

MASSACRE BESTIAL (Águas Lindas)

Gordinho da Barragem, DarkHell e Rômulo Zé Bonitinho voltam à Goiânia pra provar que cabeças ainda merecem ser decepadas e que o veneno do Dorsal Atlântica e do Azul Limão resistiu aos anos de escassez do thrash no Brasil. Metal pião de obra ou nada!

myspace/massacrebestial

TIREI ZERO

Mistureba doida do skate punk do Faction com a simplicidade do FYP pendendo pras músicas mais lentas do Adolescents e umas bases beirando o Entre a Benção e o Caos do Ação Direta. Esqueça essa descrição e chame essa merda de música pra moleque doido mesmo.

myspace/tireizero

BABA DE SHEEVA

A revelação do crossover goianiense abre o portal do inferno com exaltação ao fumo verde e adjacências. Guitarras a lá Toxic Holocaust e aquela batida redondinha do DRI incrementam a coisa toda e prometem incendiar o pit em pleno início de tarde de domingo. Cheguem cedo!

myspace/babadesheeva

O que é o Thrashcore Fast?

O Thrashcore Fast surgiu como idéia em 2004, adormeceu até o começo de 2006, e se consolidou de vez em setembro do mesmo ano, completando 5 anos de lazarência sonora em 2010. Totalmente baseado nos preceitos da contra-cultura e enraizado nos princípios do faça-você-mesmo, a intenção aqui é, acima de tudo, promover a diversão derrubando todos os muros que separam o metal e o punk. Infelizmente, a espontaneidade de pular, gritar e agitar deu lugar a uma cultura (?) onde fechar os braços e fazer cara de mal pro mundo é motivo de orgulho. Pra nós, tomar o microfone, cantar o refrão junto, se divertir e mandar à merda quem não quer, são formas de desabafar tudo o que essa rotina de trabalho-estudo nos impõe dia-a-dia. Por mais que esse mundo louco insista em tomar um rumo alheio ao nosso conceito de felicidade, insistimos em fazer as coisas nos velhos moldes, e é essa fidelidade que nos motiva a continuar caminhando de cabeça erguida, apesar de tanta pedra no caminho.

RESUMO:

THRASHCORE FAST V - EDIÇÃO FESTEIRA

Data: Domingo, 22/08/2010
Local: DCE da PUC
Preço: $10 antecipado, $12 na hora

Horário: Pontualmente às 15:00!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Resenha Show do E.N.T. em São Paulo


26 de março de 2010! Muitos amigos meus anciosos pelo que iria ocorrer após as 22h no Inferno Club, na Rua Augusta em São Paulo!! Nada mais que Extreme Noise Terror no Brasil! Mal trabalhei nesse dia, por causa desse show, que no final das contas havia esquecido o meu ingresso em casa e depois do trampo tive que fazer uma verdadeira cruzada para buscá-los!! Mas fora esse contratempo, estava lá, na porta do Inferno, esperando ansiosamente para entrar no recinto.

A noite seria memorável!! Social Chaos de abertura, mais Ratos de Porão e enfim o ENT! La para as 21h começa a apresentação do Social Chaos, que recentemente lançou o disco Ciclo da Traição, que, aliás, um puta disco de Crust/grind, e a apresentação deles não foi diferente. Com formação especial na noite, com duas guitarras (o atual guitarrista Diego mais o antigo guitarrista Bucho que também toca no Bandanos), arregaçaram no palco literalmente, tocando musicas antigas junto com musicas do ultimo play, destaque sempre para musica Herança Maldita que sempre deixa o publico que os vê delirando, e como o Inferno durante o Social Chaos estava meio vazio, muita gente perdeu uma ótima apresentação.

Depois de o Social Chaos preparar o terreno pelo que estaria por vir, sobe no palco o Ratos de Porão, soltando muitas músicas novas que ainda não foram gravadas mais musicas do Homem Inimigo do Homem, e foram poucas musicas antigas que tocaram infelizmente, e na minha opinião, RDP na noite não foi tão bom quanto esperava, mas mesmo assim foi lindo, é sempre fudido ver RDP ao vivo, não há como ficar parado quando tocam Amazônia Nunca Mais e Beber até Morrer, pena que não tocaram quase nenhuma musica do Anakophobia, a não ser a Igreja Universal. Como havia dito, foi uma ótima apresentação, mas em se tratando de Ratos, já vi apresentações melhores, e fiquei sabendo por outros amigos que viram no dia segunte, que tocaram musicas do Cada Dia Mais Sujo e Agressivo... Perdi isso, deveria ter sido lindo demais.

Nem sabia as horas, estava meio perdido, quando começam a subir no palco os gringos, e todos ficam apreensivos pelo que iria tocar logo menos!! Dean Jones no palco junto com Phill Vane, únicos membros da primeira formação do ENT, sem comentários, Phill Vane com um visual bem casual, e Dean Jones, loucão de tudo, com o mesmo visual de sempre, só ver videos antigos do ENT, sempre com calça rasgada, cabelo arrepiadão... E logo a galera no show delira, pois já começam com Deceiver, a primeira faixa do disco Holocaust In your Head, e não havia como ficar parado, muito stage dive, pogo, pessoal armando circle pits, e isso foi do começo ao fim do show! Dean Jones estava mesmo bem drogado, mas isso não fez com que sua presença de palco ficasse pior.

Fato engraçado: Dean enquanto berrava sofreu um acidente, não sei bem o que houve, mas ele conseguiu meter o olho em uma das guitarras e ficou algumas musicas segurando um saquinho de gelo no olho. Voltando ao som, tiraram muitas musicas do mais recente disco Law of Retalitation, que está simplesmente destruidor, e junto com musicas do ep Phonophobia (destaque para Thrid World Genocide) e do Holocaust também, ou seja, só sons clássicos! Ponto negativo: Não tocaram Murder, mas compensaram com Bullshit Propaganda e Work for Never que se não me engano, foi à música que fechou a noite. Sai do Inferno sem palavras, calado, ainda não tinha caido à ficha de que tinha visto ENT ao vivo! Com certeza fica na lista de um dos melhores shows de bandas gringas que já vi.
E fico devendo maiores informações sobre a 2ª noite de show. Sem mais, foi fudido!

Texto por Alexandre Faustino


sexta-feira, 23 de abril de 2010

Darge Brasil Tour 2010

Darge e seu “?? – Ódio” movendo o mundo!
Indiscutivelmente o mundo é movido por sentimentos, sejam eles bons ou não. Ganância, altruísmo, intolerância, benevolência, egocentrismo, compaixão, ignorância... Enfim, são diversos lados de uma mesma moeda (que é o globo terrestre).
Se para definir o trio Darge – formado em Gifu, Japão, em 2004 – um único sentimento tivesse que ser escolhido, o ódio é o que melhor se encaixaria. 

O motivo é simples, ele seria usado como forma de expressão contra a hipocrisia, a corrupção, o fanatismo religioso, a desigualdade social e outras tantas mazelas que assolam o mundo. 


Depois de participar da coletânea local “Noise Of Mind Vol. 2” e de lançar o CD-demo “Scum Society”, a banda passou por algumas mudanças na formação. Em 2007, o guitarrista/vocalista Oze conseguiu encontrar dois parceiros que trouxeram ainda mais fúria ao Darge: o baterista Shinnosuke (ex-J.U.U.M.) e o baixista/vocalista Yaekashi. Este último, um brasileiro radicado no Japão que através de seu selo (Karasu Killer Records) e muita força de vontade (além de trabalhar cerca de 12 horas em uma fábrica ele ainda arruma tempo para atuar como vocalista no quarteto crossover N.E.K.) conquistou respeito no cenário nipônico e de quebra levou muito do underground “verde e amarelo” para lá. 
Com essa base, o Darge intensificou o ritmo de shows e foi moldando uma sonoridade própria ao misturar suas influências pessoais, que vão do hardcore japonês do S.D.S. aos primórdios brasileiros de nomes como Olho Seco, Ratos de Porão e Lobotomia. Britânicos (G.B.H., English Dogs, Antisect e Motörhead) e suecos (Anti Cimex, Wolfpack e Driller Killer) também estão entre as preferências deles.
O grupo já teve material lançado (em vinil, K7, CD e CD-R) na Ásia, América do Norte, Europa e América do Sul, entre eles “Desespero”, “4 Way For Destruction” (ao lado dos japoneses Encroached e dos brasileiros Massacre Em Alphaville e Under The Ruins) e um split-cassette com os americanos Secret Sect .



Com tanto material espalhado o jeito foi fazer um apanhado e colocar em um único CD, ganhando como bônus algumas faixas ao vivo. Assim, em 2010, antecipando a turnê brasileira do Darge sai – lembre-se do sentimento da introdução do texto! – o álbum “?? – Ódio”.
Nele, que tem a arte assinada por Estenio Napalmer (Hellsakura), estão 11 faixas com a caótica mistura das influências já citadas, potencializada com a explosão de energia crust, atmosfera D-beat, crueza punk e eletrizantes solos rock and roll. Seguem esse linha músicas como “Scum Society”, “No Reason Power”, “Vicious Circle” e “Distinction of View”.
Quando imagina-se que o pico da energia (e quem sabe do ódio) foi atingido, faixas onde a velocidade é ainda mais acelerada – “Insanity”, “Meu Desespero” e “Reveal it!!” – e os berros intensificados, nos mostram que o Darge não está para brincadeira! Rápida, curta e vigorosa, “Nunca Mais” é o grande destaque do disco! Nela, fica evidente que a mistura de hardcore japonês com tempero punk brasileiro dá mais que certo.
Numa verdadeira cooperativa independente “?? – Ódio” é lançado por selos de diversas localidades, são eles: Karasu Killer (Japão), Balboa Discos (São Paulo), Nausearréia Recs (Tocantins), Úlcera Brutal Records (Santa Catarina), Xaninhos Discos Falidos (Belém), Massive Records (Goiás), Parayba Records (Rio de Janeiro) e Overall Records (Rio Grande do Sul).
O disco fecha com a trinca ao vivo “Feel Your Vibration”, “Change” e “Sufocado”, onde dá para ter noção de como o trio se comporta no palco – que, inclusive, já foi dividido com os também japoneses D-Clone, Unholy Grave e Flash Gordon, além de MeinhoF (Inglaterra), Fy Fan (Suécia), Destino Final (Espanha), Hellsakura (Brasil), entre outras.
Bom, se o ódio é um dos tantos sentimentos que movem o mundo, é possível dizer que ele que se prepare porque o Darge está pronto para mudá-lo... Ao menos repertório e disposição Oze, Yaekashi e Shinnosuke têm para continuar tentando!
Ricardo Tibiu
Março/2010

Contatos:
dargepunk@yahoo.com

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Em Goiânia a banda Darge toca com as seguintes bandas.



"NOISE FOR HEROES MUSIC FOR ZEROS" VOL.2


SHOW COM:

TERROR REVOLUCIONARIO (DF) www.myspace.com/terrorrevolucionario


DIA 02 DE MAIO (DOMINGO) / 16hs / 7 Reais//
LOCAL: CAPIM PUB (rua 5 nº65 ST. AEROPORTO - GOIANIA)



sábado, 20 de março de 2010

Novidades

O Reiketsu na verdade não surgiu como uma banda, e sim um projeto de dois integrantes da banda Kolisão Frontal: Kiko e Bruno. A idéia de fazer este projeto surgiu durante um período de inatividade do Kolisão (que continua parado). Após algumas conversas, com várias idéias e vontade de tocar surgiu então o Reiketsu. A primeira demo foi gravada em janeiro de 2009 e logo surgiu a primeira oportunidade para se apresentar ao vivo. Foi então que Tiago (Vento na Cara, Alkoholic Zombies, Infrenesi, etc) se juntou ao grupo, e na ocasião Gu (Deathout) tomou conta da bateria. Algum tempo após esse show, Saulo (Nuestra Familia) assume as baquetas do grupo.



Vagamos por essa terra devastada, cruzando desertos de nossa própria criação, em meio à loucura. Deixamos nossas marcas nas ruínas das cidades mortas e das que estão a morrer, sem nos rendermos. Ainda seremos lembrados como a resistência, sedentos pela cura, pela luta por justiça. Somos os filhos do medo nuclear; lutamos para apagar os rastros de nossos ancestrais, rastros que levaram às trilhas que somos obrigados a seguir. Mas escolhemos seguir outro caminho... Seremos vencidos pelo cansaço; seremos mortos pela velocidade de nossas ações; mas seremos bem sucedidos. 







Nahende Vernichtung started in 1991 with Rik,lazy, Wouter, Stefaan and Willy. But had lots of changes through the years. So Gitaar: Rik(1991-??!) Wouter(1991-1992) Bass: Stefaan(1991-1993) Paul(1993-1998) Nico(1998-2002) Pablo(2002-??!) Drums:Willy(1991-??!) A'capellas:Rik(1991-??!) Lazy(1991-1993) Paul(1993-1998) Alex(1998-1999) Wartiest(1999-2007) Waw thats lots of people. Hmm and still so little fans HaHaHa. Oh and we like to play loud

terça-feira, 16 de março de 2010

Tour Report Licor de Xorume


           Toda essa aventura começou dia 11/02/2010(quinta), data em que sairíamos de Belém rumo a Palmas. Mas um imprevisto em cima da hora impediu o planejado. O nosso vocalista Muca’s só seria liberado do seu novo emprego no final da tarde de sexta-feira.

         Estávamos num dilema: fazer a tour completa nas três cidades (Palmas, Goiânia e Brasília) sem o Muca’s ou cancelar Palmas e tocar nas outras duas com a banda completa. Após pensar os prós e contras, e principalmente, pela falta de outro motorista pra revezar com o C3, decidimos fazer só Goiânia domingo e, dependendo do “andar da carruagem” tocaríamos em Brasília na terça. Sendo assim a saída rumo a Marabá, onde o Mucura seguiria com a gente, foi adiada para sexta-feira depois do almoço. Kaká preferiu não se aventurar com a gente, por que “eles do Licor de Xorume são tudo doido”.

         Após 8 horas de viagem, chegamos às 23:00h de sexta-feira em Marabá, onde fomos recebidos pelo André (primo do Muca’s e C3). Dormimos na casa dele e saímos umas 6:00h rumo a Xambioá no Tocantins.
         Chegamos umas 9:00h de sábado na travessia da balsa de São Geraldo do Araguaia pra Xambioá. Lá se foram mais 10,00 do dinheiro contado da gasolina!
         De Xambioá, seguimos para Araguaína, onde pegaríamos a Belém-Brasília até a entrada de Porto Nacional.

         Só fomos chegar a Porto Nacional quase 8h da noite. O cansaço nos venceu e resolvemos dormir por lá. Achamos uma pousada boa e barata com um pessoal gente fina e comida boa.

         Domingo, umas 4 da madruga partimos rumo a Goiânia.

         Depois de quase nos perdermos perto de Brasília chegamos em Goiânia umas 17:00h, lá fomos recebidos pelo Slake (WxCxMx) e Segundo (Selo Two Beers Or Not Two Beers). Seguimos direto pro Capim Pub, local do show.

         Ótima recepção de todos, galera compareceu em peso no 1° dia do festival EXU, muitas bandas boas, entre elas, W.C.M. que já passou por Belém ano passado e Abalo Sísmico do nosso amigo e dono do blog “licor de chorumeXXX. Nosso 1° show em 2010 foi com o pé direito tocando em Goiânia pra uma galera ensandecida e apesar do nosso cansaço, com muito gás e catuaba goiana. E ainda rolou a estréia da nossa nova música “ONBI’s – Objetos Norte Americanos Bem Identificados”.

         Depois do show rolou um “rendez-vous” na casa do Alexandre do W.C.M., regado a muita música boa, cerva, catuaba, tcharo e com direito a pentagrama feito com sal no chão do pátio. Dormimos muito bem por lá.
         No outro dia já quase curados da ressaca da noite anterior, estávamos decididos a “pegar o beco” e voltar pra Belém, pois o trampo do Vevé começava na quarta de manhã. Foi quando Vanessa (Sutiã Killer) convidou agente pra comer um churrasquinho em grande estilo, catuabas, cervejas e piscina deliciosa pois estava fazendo muito calor mesmo.

         Mas eis que surge mais um imprevisto. Após fazermos a contabilidade financeira e constatarmos que havia um déficit no caixa, essa idéia foi por água abaixo.... traduzindo: não tínhamos grana suficiente nem pra colocar gasolina pra voltar!
         Pensamos: Fudeu!! Literalmente Fudeu!! Vamos ficar ilhados em Goiânia. Lesão já pensava em virar Hippie e viver da venda de colares e pulseiras na rua.
         Mas depois de algumas ligações e conversas, decidimos fazer mais um show na segunda em Goiânia e partir no outro dia.
         Até que o imprevisto foi bom, pois não fosse isso, não teríamos sacado o show do Ímpeto, banda punk HC das antigas da cena goiana (15 anos de estrada) e o encerramento do festival com uma banda que não soubemos definir muito bem chamada “Os Gays” com um “nerd” no vocal e duas mulheres muito gatas no backing. Já tínhamos ouvido falar da banda que tinha a fama de fazer apresentações bem diferentes e marcantes. Mas não imaginávamos que a banda toda (com exceção das garotas) tocaria nua no meio do show! Hilário! Segundo eles foi um protesto contra o machismo no Rock (??).

         No mesmo dia voltamos a casa da Vanessa onde quase conseguimos descansar “isso se não fosse o Vevé muito chapado enchendo o saco de todo mundo até o amanhecer”.
         Já na terça saímos umas 11:00h com o intuito de chegar em Marabá e dormir por lá antes de pegar o último trecho da viagem até Belém. Mas ao passar na estrada e ver Brasília “passando ao lado”, algo ou alguém cutucou nossas mentes....Por que não tocar em Brasília? Já estamos aqui mesmo...O que é um peido pra quem já tá cagado? E ainda poderíamos descolar uma grana pra ajudar com a gasosa.
         Paramos em um posto e ligamos pro Barbosa (Terror Revolucionário e Possuídos Pelo Cão) pra saber se podíamos tocar por primeiro, pois depois do show pegaríamos direto a estrada até Marabá.

         E lá fomos nós! Dessa vez não nos perdemos e chegamos até a casa do Barbosa onde demos um tempo, uma brocada e fomos pro clube onde rolaria o festival.
         Pra uma terça de carnaval com a cidade quase vazia, até que deu bastante gente no show. Fomos a 3ª banda a tocar depois da galera do Massacre Bestial e Kanela Seca. O som tava muito bom, e a galera curtiu pra caralho, muitos punks na frente do palco sacando nosso som e agitando muito no cover do Psychic Possessor “Capitalismo”. Por incrível que pareça só tomamos 2 copos de catuaba antes do show, devido a pouca grana e a estrada que ainda íamos pegar....se dirigir não beba!!! Eheh

         Final do show ainda ficamos um tempo conversando com a galera do Os Maltrapilhos (pena não poder ver o show dos caras e do The Insülts também) e depois saímos rumo a Marabá umas 21:00h.
         Foi nessa noite que sentimos na pele o quanto é perigoso dirigir cansado e com sono. Sorte que o Fabrício agüentou bem até Arraias no Tocantins, com muito energético e hardcore no ouvido. Lá pelas 5 da manhã de quarta-feira paramos num posto em Conceição do Tocantins e dormimos ali mesmo no carro até o restaurante abrir pra tomar café e seguir viagem.
         Já com o sol na cara e menos sono partimos no último trecho até Marabá. Lá pelas 9 da manhã chegamos em Porto Nacional, abastecemos e seguimos até Lajeado, cidade próxima a Palmas, onde pegaríamos uma balsa. Chegamos lá umas 12:00h e resolvemos relaxar um pouco num riacho pra curar de vez o cansaço e o sono e revigorar o corpo e a mente.

         Mais estrada e mais estrada, daí pra frente só paramos numa mercearia pra comprar pão e mortadela que serviu como almoço.
         Chegamos em Marabá lá pelas 9 da noite. Mais uma vez dormimos lá. Acordamos umas 4 da manhã, o Mucas seguiu pro seu trabalho em Parauapebas e nós três saímos rumo a Belém.
         Todos revigorados, felizes e cantarolantes, até que percebemos que não estávamos voltando pelo mesmo caminho que viemos. PQP! Paramos na estrada e soubemos que estávamos indo pro Porto de Arapari. Fudeu de novo!! Sem nenhum tostão no bolso, pouca gasolina, como iríamos pagar a travessia da balsa até Belém?

         Eis que de novo alguém nos cutuca...na verdade cutuca o C3 e ele resolve vender seu celular pra conseguir essa grana, então o Lesão resolvel ir atraz de um comprador quando percebe, um figura o leva até uma Boca de Fumo onde finalmente conceguiu vender o celular. Ainda bem que o aparelho só ligava, recebia e acendia uma lanterna...depois a gente faz uma vaquinha e compra outro pra ele.
         Missão cumprida! Essa é a sensação que tivemos ao desembarcar da balsa de Arapari em Belém.

         Após rodar 4.400km, atravessar 4 balsas, passar por 45 cidades entre Pará, Tocantins, Goiás e Distrito Federal, entrar errado em inúmeras rotatórias, nos perder em algumas cidades, mesmo assim, valeu a pena todo esse esforço.
         Sem dúvida alguma, o saldo da viagem (ou deveríamos chamar de saga?) foi extremamente positivo: novos e importantes contatos, grande intercâmbio cultural, novos ares, e o principal, a conquista de um novo público em terras diferentes.

         Contamos com o grande apoio de uma galera que não podíamos deixar de agradecer: Kaká (“não quero tirar a força de vocês” e “os caras são tudo doido!”), André e família (valeu pela hospedagem e força $$ em Marabá), Alexandre do W.C.M. e Vanessa e Kandhy do Sutiã Killer (pela hospedagem e apoio em Goiânia), Slake e W.C.M., as bandas de Goiânia que tocaram com a gente, Barbosa (grande apoio em Brasília), Massacre Bestial, Maltrapilhos, Na Figueredo, Sandro-K, Kleber Seqüela, Simon, Balanço do Rock, Belém As Fuck, Felipe e Beto (Derci Gonçalves), Erick, Digão, Porcão, Julio, Natcha, Segundo, Afonsinho (Capim Pub) e a todos que direta ou indiretamente contribuíram com essa aventura doida de 4 malucos na estrada rodando quase 5.000km simplesmente pelo prazer  de tocar Hard Core e representar a cena paraense lá fora.

Meu único prazer agora é beber Licor de Xorume...

         Viva a Catuaba!!!!


Daniel Ctrex

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Hocus Pocus Completa 18 Anos


A HOCUS POCUS fica bem alí, bem no centro de Goiânia, na Avenida

Araguaia, número 957, quase esquina da Paranaíba. Ela não é uma

simples loja de comércio de livros e HQs antigos e usados. A HOCUS

POCUS é também uma referência para encontros e informações do mundo

da cultura alternativa underground em Goiânia. Suas paredes são recobertas

de histórias em quadrinhos e é um dos principais e pioneiros redutos dos

roqueiros goianos.



O carismático e eclético "JUNINHO", como é o conhecido o dono da loja

montada juntamente com seu irmão, o poeta Luiz "FAFAU", diz que no

começo as bandas não tinham onde tocar e então a sua loja acabou virando

palco de constantes shows, iniciando assim a crescente e vigorosa cena

roqueira e punk de Goiânia.



Nos últimos anos os shows são realizados somente nos aniversários da

HOCUS POCUS e não mais dentro da loja. Agora o palco é improvisado

na sobreloja, em cima da loja, onde costuma-se reunir cerca de 600

pessoas por show.



No próximo dia 20/02/10 a HOCUS POCUS, se torna "de maior" atingindo

os seus 18 anos de existência, e parar comemorar esta data significativa

para os roqueiros de Goiânia, será realizado um show, às 17 horas, com

as bandas: Baba de Sheeva, Orquidhea, Mechanics, Bacural Black Night(Anesthesia Brain),

Bloco dos Canalhas, Sociofobia, Heia e Homicidio.



O nome HOCUS POCUS, além de ser o nome de um encantamento

utilizado por mágicos do século XVII, é também o nome de um rock

clássico tipo ópera, criado pela banda holandesa FOCUS em 1994.
texto por Hàmlid

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

CONEXÃO BELÉM



Pois bem, eu admiro bastante a galera de Belém do Pará, os malucos (as) são bastante esforçados para manter-se ativos com suas bandas e assim movimentando uma cena bastante sincera na cidade deles. Mais o menos um ano depois da incrível gig Segunda Sativa que contou com a banda paraense Derci Gonçalves tocando em plena segunda feira com bandas locais, é a vez da também paraense Licor de Xorume pisar no estado de Goiás.


Os caras estão metendo as caras e saindo de rolê pra fazer o que mais gostam, tocar hardcore punk e beber sua catuaba marota, mas dessa vez além dos limites do PA. Licor de Xorume vai cair na estrada em sua primeira tour depois de agitarem bastante a cena de Belém no ano de 2009, foram varias apresentações e um split com a banda paulista UTI. Em Goiânia os caras tocam dia 14/02/10 no já famoso refúgio hardcoreano Capim Pub, por lá ja se passaram várias bandas conhecidas do meio hardcore/punk/metal.


Datas da Mine-Tour

DIA 12/02 - PALMAS

GRITO ROCK PALMAS
LOCAL: TENDENCIES ROCK
BANDAS: MASTER(EUA) PREDATOR(RS) LICOR DE XORUME(PA) BABA DE MUNRRA

DIA 14/02 - GOIANIA

EXU GOIÂNIA- CARNAVAL DO CAPIM PUB 14,15,16/2
LOCAL: CAPIM PUB
BANDAS: CÓLIKA, VÍTIMAS DA INJUSTIÇA, ABALO SÍSMICO, WxCxM, LICOR DE XURUME (PA)

DIA 16/02 - BRASILIA

NOME DO EVENTO: ROCK FOLIA
LOCAL: ESPAÇO BLACKOUT LOCALIZADO NO CLUBE DO CEDEC (912 SUL) NO PLANO PILOTO
BANDAS:
DFC, KANELA SEKA, PODRERA!, LICOR DE XORUME (PA), THE INSÜLT, OS MALTRAPILHOS, ACID SPEECH, MASSACRE BESTIAL, BLACKSKULL.


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Exu Goiânia - Carnaval do Capim Pub! 3 dias de folia underground com bandas que já estão há muito na estrada como o Ímpeto, Demosonic, Os Gays, Abalo Sísimico e WxCxM e bandas novas como Coerência Hardcore, MxMxM, Colika, Vítimas da injustiça e Moraks. Além disso tem o catuaba core direto do Pará do Licor de Xorume! Ao todo 15 bandas em 3 dias de folia por apenas 5 reais por dia! Dias 14, 15 e 16 de fevereiro as 16 horas no Capim Pub.


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

SUTIÃ KILLER, WxCxM, RATOS DE PORÃO E GAROTOS PODRES


17/10/2009 SÁBADO GOIÂNIA ARENA

...não tive como resistir e decidi resenhar mais um dos shows que marcaram essa vida desse feliz ser goiano pé rachado de 32 anos.


...ali não seria a primeira vez que estaria vendo um show do Ratos ou mesmo do Garotos, mas algo me dizia que esse seria diferente. E foi mesmo!! Logo na entrada encontro uns “camaradas” das antigas, ala geriátrica do hardcore goiano, as figuras eram: Leonardo Ribeiro (Léo Bigode), Eduardo Mesquita, Glauco “mingau”, Denis, Little John, Márcio Mario da Paixão Junior (vulgo Marcio Jr.), Eline “profana” e mais um monte de gente feia!! Todo ainda na escadaria imagina como seria lá dentro. Detalhe, lá dentro encontrei depois o “povo de Brasilia”, ilustríssimos Hery e Barbosa, respectivamente das bandas Innocent Kids e Terror Revolucionário.


...de repente o Julio “bivas” batera do WxCxM, me chama para dar uma força pra eles, que precisavam regular o som pro show deles, logo fui ajudar e nem precisei pagar pra entrar!! Ta cada vez melhor o evento, e nem começou a desgraçeira ainda!


...quem entra no palco primeiro são as meninas – bem jovens por sinal, deve ter na faixa de seus 16/17 anos de idade – e já começaram com um som bem tocado. Um punk rock normal, sem muitas variações, mas tocado com energia e a galera respondendo a altura, agitação já na primeira musica. Tudo indica que a noite cada vez mais será “mio”. Pena que não pude ver o show todo porque tive que dar uma força pros caras do WC, que iam entrar no palco logo após. Mas do pouco que vi do show das garotas do S.K., valeu demais.

...entram os mulekes com o cão no corpo do WCM. Bola de praia, fumaça colorida, pulos insanos e gritaria. Eis o show dos caras. Apesar de que o som no palco tava perfeito, nos PA’s – som para o publico – tava ruim, muito mal equalizado. Mas pensa que foi problema? O publico tava nervoso. O baterista o Ratos, o Boka, tava com uma banca montada no canto do show perto de onde tava o hot dog, a fazendo uma menção com as mãos, tipo de que tivesse tocando bateria, não entendeu? O Boka tava pirando no show do WCM!!! Os caras tocaram musicas antigos e novos, foi um set de uns 35 minutos, que literalmente esquentou o local. Não poderia deixar de falar, alem de o local estar muito quente, a cerveja CRISTAL e água mineral estava apenas R$ 3, uma pechincha!!! Mas voltamos ao que nos interessa o WCM. Simplesmente foi um dos melhores shows dos caras, rápido, direto, tosco, com pouco erro e no estilo que o cramunhão gosta.

...agora sim, tirei meus óculos, fui para o meio das pessoas bonitas do evento, para ver o Ratos de Porão diretamente da Vila Piauí. Jaó, Boka, Junin e Gordo. Senti-me com uns 17 anos nesse momento. Os caras começaram a tocar as musicas do RDP VIVO – parecia que o meu vinil tava tocando! – e já emendaram com uma overdose de “hits”. Teve de tudo musicalmente falando: IGREJA UNIVERSAL, AIDS POP REPRESSAO, BEBER ATE MORRER, CRUCIFICADOS PELO SISTEMA, CAOS, MORTE AO REI, AMAZONIA NUNCA MAIS...e o Gordo tava até simpático!! Não grilou com a galera, pelo contrario, retirou os seguranças do palco, pediu para retirar o alambrado de divisa do palco – pois poderia mesmo causar um problema serio, oferecendo cerveja para a galera. Tava tudo bem ate que, pra variar acontece o mesmo incidente que ocorreu no show do Dr. Living Dead, onde roubaram a bandana do vocalista, no caso so show do ratos, “furtaram” o boné do Gordo, e ai o Gordo grilou, ate parou o show para ver se recuperava, mas não recuperou e ele segui o show colocando uma bandana. Não houve ataque de estrelismo ou raiva do Gordo, só um grilo momentâneo, e o barulho seguiu ate que novamente o Gordo para o show para “pagar um sapo” para uns punks, que no seu direito de protestar, começaram a cuspir no Gordo. O “simpático” gordo apenas “pagou o sapo” e dedicou umas musicas para os mesmo que protestavam – e pelo que me chegou de informação logo depois os mesmo foram expulsos do local, e a festa seguia. Não poderia deixar de relatar que em um determinado momento, meu amigo Pedro “voador” (homem mosh) subiu no palco para mostrar sua exuberante beleza e físico e se jogar no publico, porem o bicho deu uma pirueta no ar que parecia ate contorcionista chinês, nesse momento ate o Gordo parou de cantar e falou com o Jaó; “Moleque doido!”. Olha o elogio que o Pedro ganhou dos caras!!

...nessa hora eu já tava só o suor.

...por fim veio o Garotos Podres, que infelizmente pegou, inicialmente um público ainda cansado do inferno ocasionado pelo Ratos, e um som que até a quinta música tava meio ruim, mas logo regularam e ficou bom. Também pra variar veio um monte de “hit” ou simplesmente clássicos: PAPAI NOEL VELHO BATUTA, ANARQUIA OI, JOHNNY, FUZILADOS NA CSN, A INTERNACIONAL... e o show foi bem agitado. Não poderia deixar de dizer isso, mas os caras do Garotos, já não estão tão Garotos assim, já estão para AVÔS PODRES, mas também, trabalho, cerveja, família não há quem resista ao tempo. O interessante e que normalmente nos shows do Garotos costuma aparecer uns skins de Brasília e dessa vez não tinha nenhum, só vi apenas um jovem com uma boina e camisa do Vírus 27, um visual bem Oi, mas não chegou a ser algo que pudessse ser algo de “criticas” ou “tretas”. Que por sinal não houve em todo o evento.

Olha Goiânia se portando com gente grande, um evento desse porte sem nenhum atrito.

...ja eram cerca de 5 horas da manhã, desgraça já e o primeiro dia do horário de verão, e volto para casa, com a sensação de ter aliviado o stresss da vida moderna.

Erros de português, erros de concordância e demais problemas da resenha tudo por Luiz Eduardo “Bacural”. bacuralhc@hotmail.com

Fotos por The Geras

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Resenha Thrash Core Fast IV - Parte 2 - Visão de Turista


O Pessoal de São Paulo costuma não sair com freqüência para ver gigs em outros estados e diante desse fato, decidi bolar uma viagem maluca com meu amigo Fernando, rumo a GYN, para ver o tão comentado Thrash Core fest, no qual os organizadores são Pedro e Júlio, velhos amigos que vira e mexe estão em SP.


Viagem longa, enfiados em um ônibus durante 15 horas, mas enfim, no sábado do dia 24/07 as 15h30 estávamos em Goiânia. A primeira coisa que me chamou a atenção foi o local onde iria rolar o evento, o tal CETE é um prédio da prefeitura local, usado para sediar cursos gratuitos, eventos e coisas do gênero.
Os espaços usados para o evento foram o 2º e o 3º andar, realmente não existem picos assim em São Paulo. Fizeram no 2º andar um mural com flyers de shows dos anos 80 de Thrash e Hardcore e no mesmo andar ainda havia venda de lanches, e materiais.


Decidimos então sacar como estava o andar onde rolaria o show, logo de cara vi no chão um pentagrama enorme feito com fita crepe, o pessoal de Goiânia realmente sabe como fazer as coisas..haha. Antes de começar o show ainda vimos o DR Living Dead, que seria o headline da noite, fazer uma passagem rápida de som, e depois de algum tempo, os caras do Veneno de Rato, de Águas Lindas, entraram em cena, fazendo um hardcore rápido e sujo, empolgando o pessoal que estava no local, realmente uma boa banda.


Depois da apresentação do Veneno de Rato, o andar do show começou a lotar mais, e em seguida, o pessoal do WCM toma o front, executando um hardcore violento, com influencias de tudo quanto é gênero musical em se tratando de bagaçeira, e dessa vez pude ver o quanto o pessoal de GYN é insano, ninguém parava quieto, eu mesmo não me contive e participei ativamente do pogo, e rolou de tudo, gente caindo no chão toda hora, nego voando pro alto, até skate rolou no meio do pit, o mais puro caos se instalou no local, destaque pro vocalista Slake que não parava quieto um segundo sequer.


Depois da desgraça (no bom sentido do termo) da apresentação do WCM, o hardcore deu lugar ao Death Metal da velha escola, executado pelos caras do Pesticide, e o pogo cedeu seu espaço para o pessoal bangear sem parar, Pesticide não deixou pedra sobre pedra com seu Death/Thrash Metal, e quando o povo começou a dar sinais de cansaço, o PPC aparece e bota a negada pra correr em círculos, já vi algumas gigs com o PPC aqui em SP, então já sabia o que esperar duma apresentação deles, mas foi além do esperado, o som estava ótimo e o caos que havia se instalado durante o show do WCM voltou pior, a apresentação deles acabou comigo, depois tive que me abastecer (com cerveja) para poder agüentar a apresentação da banda principal.


Aconteceu uma cena bizarra na noite, um cara estava no segundo andar do prédio, de bobeira olhando os flyers anos 80 que enfeitavam o local, decidiu tirar alguns dos cartazes e cola-los em si mesmo, se encheu de cartazes e saiu do prédio rindo, com uma lata de cerveja na mão.
Não pude ver o DR Livingdead em SP, pois no fim de semana em q eles tocaram, eu estava trabalhando, então não sabia muito que esperar do que estaria por vir.


Foi impecável o show dos suécos, eles já tem presença de palco (só para constar, não havia palco no evento..hehe)pelo visual, com as mascaras de caveiras e a roupagem totalmente Thrash, mas depois que começaram a tocar, a casa veio a baixo, eles mandam muito bem ao vivo, os riffs maníacos de thrash metal... ahh coisa linda de se ouvir. Infelizmente fiquei assistindo de canto a apresentação deles, só apreciando o som, pois já não tinha condições nem de levantar o braço, mas ao contrário de mim, o Fernando e os presentes foram para o agito. Circle pits insanos, um subindo em cima do outro, muito mosh, ao som de Thrash / Crossover, que tanto essa molecada gosta.


Depois do evento, vi o pessoal indo embora, com sinais de cansaço, porém, aquele sorriso de satisfação estampada nas caras. No dia seguinte, aconteceu o Caga-Sangue, no qual não pude ver, pois tínhamos que voar para São Paulo as 19h, voltamos, sem grana, cansados, mas felizes da vida, por ter visto um evento tão INSANO...

Por Alexandre Faustino
Foto: Renan Accioly
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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Resenha Thrash Core Fast IV - Parte 1





DIÁRIO DE BORDO: TRASH CORE FEST (25/07/09 em Goiânia no CETE, com as bandas: Veneno de Rato (Águas Lindas), WxCxM, Pesticide (Brasília), Possuído
pelo Cão (Brasília) e Dr. Living Dead (Suécia).





Para começo de assunto se você estiver com preguiça de ler pode parar por aqui que tem muita Historia – com H maiúsculo mesmo - a ser relato nesse final de semana insano...
Sábado de sol e férias o que fazer? Clube? Bater uma bolinha com os amigos? Ir para um barzinho com a galera tomar uma cerveja? Nada disso, hoje tem o evento do povo mais feio de Goiânia: Trash Core Fest!


Os organizadores, os senhores Julio WCM (vulgo Bivas) e Pedrinho (vulgo monitor de Direto Penal) estavam ansiosos há semanas com esse show, e não era para menos, pois há algumas semanas antes tivemos um evento também com bandas gringas que “furou”. Logo a ansiedade era muita. Porem como a divulgação foi muito bem feita, não havia outro evento na linha no dia tudo acabou conspirando em favor dos organizadores. Ainda bem! Pois houve muitos gastos com o evento.


Chega à noite e estou eu indo para um evento no qual eu deveria curtir, mas que no final trabalhei para caralho, mas valeu a pena. Agora começa a ficar bom...
Casa cheia, já avisando que no final houve mais de 450 pagantes, e o publico insano e vestido a caráter – muitas bermudas, bandanas, moicanos, calças apertadas, rebites, botons, skates tubarão, tava “bunitu” de se ver o local. Na área do bar tinha ate som ambiente, somado a varias bancas com CDs, camisas, zines e uma parede só com cartazes de show da década de 80 – tinha SUICIDAL TENDENCIES, MISFITS, BLACK FLAG, BAD BRAINS, ADOLECENTS... – e no andar de cima a primeira banda se preparava para tocar, diretamente de Águas Lindas (também carinhosamente a cidade e chamada de FACAS LINDAS) entrava no palco por volta das 20h30min.
Pense numa banda que o vocalista parece que tem 17 anos com voz de 13 anos, uma batera rápidos, um baixista que errava toda hora e uma guitarra “suja”: esse é o Veneno de Rato. Puta que pariu o publico já tava abrindo a roda de hardcore na primeira banda – outro detalhe, no centro do show havia um desenho de um pentagrama com o sentido que deveria ser feita a roda, coisas do T.C.F. – os moleques tocaram um set de meia hora, mas que foi perfeito. Os caras pareciam estar na cidade deles, muito a vontade com o publico. Perfeito. A seguir viria o WCM, para lançar o novo trabalho “O caos continuará” mais um desastre de vendas da Two Beers Records, o selo do amigo Wander Segundo.


Quando eu peguei o microfone para anunciar ao publico que a próxima banda era o WCM, houve uma gritaria histérica, já pensei o show dos caras promete... Dito e feito, quando os caras começaram a tocar, o lugar que já e quente, ficou infernal – em todos os sentidos – puta que pariu de novo! Os caras estão tocando demais, destaque para a guitarra de Alexandre que toca e agita demais. O baixista Theo tava com um bonezinho de plástico tipo playmobil e a figura carismática do vocalista Tiago Slake Black Black interagindo com o publico o tempo todo. Impecável o show dos caras. Teve um momento que entrei pra agitar no show e acabei perdendo meus óculos recém comprados, mas por sorte um amigo encontrou e devolveu eita sorte a minha. Também tem que ser relatado que para esse show dos WCM, vieram de São Paulo dois amigos da banda (Alexandre e Fernando, que disseram que nem em São Paulo se vê um evento tão louco como esse, meu ego goiano esta ate em alta!), após esse show o calor no local tava insuportável. Quem se preparava agora para entrar era o pessoal do Pesticide, Death Metal old school, que infelizmente tocou sem um guitarrista, mas que não atrapalhou em nada a performance da banda – mas o guitarra da banda Capaça, que toca também no Violator, disse que teve muitos erros, felizmente a gente não percebeu esses erros.


O Pesticide tocou as musicas to cd”Hellish Warfare” e mais algumas musicas novas, onde destaco uma certa influência nas musicas de bandas como Obituary e algumas coisas do tipo Terrorizer, principalmente por parte do baterista, que toca demais, sem desmerecer os demais caras da banda. Apesar do som dos caras ser um pouco diferente das demais bandas que estavam programadas, o publico agitou da mesma forma, mostrando mais um aspecto importante do T.C.F., a tolerância com as diferenças musicais. Mas a noite não acabou, ainda faltavam duas bandas, sendo a próxima a moçada do Possuído Pelo Cão, o local seria possuído logo logo...


Vou ser direto no comentário. O PPC e hoje a melhor banda de crossover do Brasil na minha opinião, e parece que para o publico que estava no ambiente ( muito, mas muito quente) também é. Os caras comandados pelo ultramega carismático vocalista Pedro Poney – que alem de tudo e vocal do Violator – fizeram um show que deixou nego “arriado”. Tocaram as musicas do disco
“Possessed in the circle pit” e mais dois cover, um do S.O.D. (que não agüentei e juntamente com o Luciano do HC137 fomos pular um pouquinho também) e outro do Excel. Parecia que a cada banda estava melhor que a outra e o local cada vez mais cheio e cada vez mais quente. E faltavam ainda os anfitriões da noite os suecos do Dr. Living Dead – que estava circulando entre a galera, ate se arriscaram a dar uma volta ao redor do Cete, e passaram em frente a um “forró” que fica do lado do espaço do show onde eles ficaram impressionados com o evento paralelo que rolava ao lado e que também tinha muita gente feia! Os suecos só falavam uma coisa quando se perguntavam a eles sobre o local, eles diziam: “Hot, hot, hot!”. Nem preciso falar mais nada né?!




Antes dos gringos entrarem no palco, demorou cerca de uns 20 minutos para eles entrarem, rolou uma “apresentação” de capoeira (!!), outra de street dance (!!) e alguns saltos de show (!!) entre o publico presente. A insanidade estava só começando... Eis que entra um “ser” de peruca com cabelos anos 80, cigarro no canto da boca, calça listrada estilo “smash my eggs”, óculos Ray Bam e bota de cowboy para anunciar o Dr. Living Dead.




Então entram os mascarados suecos. Pensei que o local iria desabar, gente pulando, gritando, batendo cabeça, dando mosh, adrenalina a 1000. Valeu esperar, pois já passavam da meia noite, a presença de palco, as musicas, o visual (ate o próprio Dr. Living Dead deu o ar da graça e apareceu no show) esteve tudo impecável. O som dos caras ao vivo e impressionante. Quem não foi no show tem que se martirizar algo desse nível acredito que vá demorar a voltar em Goiânia. Só teve algo ruim no show dos caras, o set deles foi de no máximo de 30/35 minutos, foi rápido demais – porem suficiente pra deixar mais gente destruída – era o termino de algo que marcaria a turnê dos caras. Deixo aqui algo que e de matar de inveja outras cidades da turnê, mas conversando com os caras da banda após o show e com o Thiago (vocalista da banda de grind D.E.R. que tava acompanhando os caras) ambos me disseram que os melhores show foram de Águas Lindas e Goiânia. Parabéns pra “noize”!



Poxa porem teve um lance que descobri fuçando na internet, roubaram uma das bandanas dos caras do Dr., e pelas fotos parece que foi o cara do Overcome... mas de boa eles devem ter mais outras.
02:00hs da manha, cansaço total, acabava tudo. Por fim guiei o pessoal de Brasília ate o Habib’s para lancharem e voltarem a terra do poder e depois finalmente ir para casa dormir, pois no outro dia estaria eu na estrada rumo a Brasília para ir ao Caga Sangue Trash – intitulado esse ano de A MALDIÇÃO DE MADALENA VIUVA – com as bandas Ameaça Cigana, Innocent Kids (comemorando 10 anos), Low Life, Violator e Dr. Living Dead...
Essa resenha estará disponível logo logo no próximo Diário de Bordo....




Erro de português, erros de concordância verbo-nominal, puxa saquismo e texto incoerente por Luiz Eduardo “BACURAL”. Professor, vocalista de bandas que não fazem sucesso e que adora escutar musicas gritadas, mal gravadas e tocadas fora do tempo.




Fotos: Renan Accioly

terça-feira, 21 de julho de 2009

Entrevista Siempre Loko


E aí rapaziada, diz aê um pouco da historia da Siempre Loko, gostaria de saber o que motivou vocês a montar a banda?


Vitor Mendes: O pessoal da banda sempre foi amigo desde muleque. O Wendell já tocava bateria e quando eu comprei uma guitarra começamos a tocar uns covers na casa dele, por diversão mesmo. Naquela época a gente não saía pros rock e não conhecíamos nada nem ninguém envolvido nisso haha. Depois de um tempo, o Léo comprou um baixo e começou a tocar junto também, mas ficamos na idéia dos covers por um bom tempo.


Depois conhecemos o Tokaia (Vocalista), e meio que largamos pra trás a idéia da banda. Depois decidimos voltar, mas dessa vez com uma proposta mais séria, e daí saíram algumas músicas que hoje em dia é meio difícil acreditar que fomos nós que fizemos, mas faz tudo parte do processo hehehe. Depois agente começou a ir aos shows, ter uma idéia concreta de como as coisas funciona e passa a gostar de coisa boa! A partir daí, as coisas tomaram um outro rumo e surgiu a primeira idéia do que seria a Siempre Loko, formada pelo Wendell na guitarra, pelo Léo no baixo e pelo Tokaia no vocal, e o primeiro nome da banda foi Hardway.


Depois de um tempo compondo as próprias músicas, a Hardway se tornou a Siempre Loko e visto que a banda era limitada pela falta de um baterista, foi decidido chamar o Bruno Roque pra guitarra e o Wendell voltou pra bateria e aí ficou foda! Depois de certo tempo, eles gravaram a música Siempre Loko, que tá no nosso MySpace e depois eu entrei na banda como guitarra base no começo desse ano, mas sempre acompanhei tudo de perto, eu era tipo um roadie hehe. O som da banda em si não conseguimos chegar em um acordo sobre o que parece hahaha, mas todos nós escutamos coisas em comum como Suicidal, Misfits, Madball, Agnostic Front, Macakongs, etc. Eu curto muito a cena de Venice dos anos 80, bandas tipo Excel, Beowulf, No Mercy, Evol e por aí vai...


Léo: Eu curto muito Bad Religion, Pennywise, Rise Against, Street Bulldogs, Authority Zero, H20, Raimundos, Reffer, SxTx, um bom NYHC, SOIA, Madball, Agnostic Front e as músicas do Tony Hawk Pro Skater 2 e do Underground!


Bruno Roque: Curto bastante A Wilhelm Scream, Authority Zero, Bad Religion, Dag Nasty, Belvedere, Black Flag, Comeback Kid, Descendents, Face To Face, Fugazi, Hot Water Music, Jawbreaker, Lamb of God, Lynyrd Skynyrd, Madball, Nofx, Pantera, Propagandhi, Reffer, Rise Against, Satanic Surfers, Suicidal Tendencies, Slayer, This Is A Standoff, Throwdown.


Geralmente quando se inicia uma banda, a vontade é de tocar em todo canto pra divulgar o som e despertar o interesse das pessoas. Vocês sentem que rola certa dificuldade em conseguir espaço para tocar, ou com vocês as coisas andam fluindo bem?


Vitor Mendes: Hahaha! A gente realmente tem muita vontade de tocar... Mas é um pouco difícil mesmo achar show pra banda mais nova. Mesmo assim conseguimos um espaço pra fazer alguns shows, mesmo que 2 deles tenham sido cancelados hehehe! Puta azar nosso. Mas, pelo menos na internet, onde a gente já divulgou uma música, as pessoas têm gostado bastante.


Léo: Bom, acho que como somos uma banda bem nova ainda e a aceitação é mais difícil às vezes, mas logo de cara tivemos a ajuda do Richard, do Burns, do Natal, que deram a oportunidade pra gente tocar nos festivais que fizeram. O foda é que na maioria deles ocorreram problemas e não pudemos tocar. Mas fora esses contratempos, o Vitor sempre tá divulgando nosso som ae na internet, quando rola seleção de bandas pra algum festival e coisas desse tipo.


Bruno Roque: Com banda nova sempre rola aquele lance de ser difícil de arranjar show, ainda mais com a panela que tem. Mas até estamos conseguindo arranjar uns shows por aí.


Na opinião de vocês, como tem sido a aceitação do público nos shows?


Vitor Mendes: É, o pessoal que já falou comigo gostou, pelo menos hahaha


Léo: Pô véio, a aceitação nos shows tem sido até boa, mesmo a gente tendo arranjado algumas oportunidades em festivais que não eram muito ligados ao nosso tipo de música, sempre tiveram aqueles que prestigiavam nosso show e animavam, mas na internet, geralmente quem tá ouvindo tá gostando e apoiando.


Bruno Roque: Embora a cena do hardcore seja bem limitada e agente tendo tocado apenas em festivais de outros estilos, a aceitação de quem aprecia o estilo tem sido ótima!


Como vocês enxergam a cena hardcore em Goiânia e o que acham que deve melhorar?


Vitor Mendes: Cara, eu acho que em Goiânia o hardcore já tem suas raízes, tem o pessoal que já fez história aqui e tal, e ainda continuam tocando hehe! Mas como já disseram, não acho q seja uma cena bem estruturada. Aqui tem banda de hardcore, tem o pessoal que faz acontecer, mas são poucos. Agora eu acho que talvez comece a surgir algo maior, com essa parada aí dos encontros que tão tendo. Eu acho que o pessoal vai enturmar mais e deve sair coisa boa disso! Hahaha!


Léo: Cara, pelo que eu já vi antigamente e vejo hoje em dia, acho que a cena do hardcore enfraqueceu um pouco. É raro ver algum festival como via antigamente, onde bandas desse estilo dominavam e o número também parece ter diminuído. Atualmente, como a onda é outra, a cena perdeu sua força, mas mesmo assim ainda vemos algumas bandas das antigas em atividade, algumas novas surgindo como a Siempre Loko, e é como o Vitor falou, através desses encontros que estão rolando as relações entre a galera podem se fortalecer e sair muito coisa boa e produtiva disso.


Bruno Roque: A cena de Goiânia tem muito a crescer. Tem que haver mais integração mesmo entre as bandas.


Andei fuçando o myspace de vocês e vi que tem apenas uma musica, como andam os projetos da banda em relação a lançar material?


Bruno Roque: Bom, a gente tinha planejado gravar mais 2 músicas nesse mês de julho, mas surgiram uns problemas, o Wendell viajou, e o Tokaia vai viajar, então fica meio foda. Tem mais alguns obstáculos que a gente vai ver como resolver e vamos continuar tocando e ensaiando.


Léo: Estamos com um projeto pra gravar mais 3 músicas.


Vitor Mendes: Além das nossas músicas, estamos com um projeto aí de participar de um tributo virtual ao NYHC, produzido pelo pessoal do blog
http://backin77.wordpress.com onde vamos estar junto com Macakongs, Mata-burro, Treta, entre outras bandas massa de todo o Brasil, vai ser foda! Confiram, deve sair em novembro.


Digam o que quiserem porque esse é o espaço livre, como já disse na entrevista anterior é sempre bom não esquecer de deixar contatos nessa parte. Agradeço a vocês e espero que almejem seus objetivos.


Vitor Mendes: Muito obrigado ao Slake pelo espaço, e é issae, curtam nosso som, o som das bandas daqui, e valeu o pessoal também que tem gostado e apoiado a gente! E um abraço pro 77 e pro Watson do Back In ‘77, pessoal gente boa pra carai. É show, viu, véi! Hahaha!


Bruno Roque: Queria agradecer ao Slake por ter nos convidado para fazer uma entrevista, e a todos que tem nos apoiado e nos elogiado!


Léo: Obrigado pelo espaço cedido aqui no blog e pelo convite para realizarmos essa entrevista e espero que isso nos renda frutos e que nossa banda seja ainda mais divulgada. Queria agradecer também ao Richard do Baba de Sheeva e à Lola do Girlie Hell por todo apoio e ajuda que nos prestaram quando estávamos divulgando as músicas e procurando por shows. Ao Burns e à Géssica por sempre estarem nos nossos shows animando e pans. Ao João Felipe também, que sempre ta presente e ao Túlio, nosso fiel escudeiro! Enfim, agradeço à todos que nos apóiam e que torcem pelo sucesso da banda.


Siempre Loko


Tokaia – Vocal
Vitor Mendes – Guitarra Base
Bruno Roque – Guitarra Solo
Léo – Baixista
Wendell – Bateirista

sábado, 11 de julho de 2009

THRASHCORE FAST IV





Três anos se passaram desde a primeira edição do Thrashcore Fast, e o que vemos hoje é uma
espantosa decadência da cena hardcore/metal/punk local. Diferente do saudoso ano de 2006, os
rokeiros goianos têm perdido preciosos pontos pras comodidades de uma balada sertaneja movida a whisky caro e promiscuidade a todo custo, além da forte tendência religiosa em puxar nossos antes satânicos companheiros de rolê derrota pra debaixo de braços nazarenos. O que antes fazia tanto sentido, hoje não passa de deslize da adolescência, e a resistência diante desse mundo conformado parece morrer dia a dia. Mas, meu amigo nerd fodido, frustrado e incompreendido por se negar a comparecer a shows de cover e festas moderninhas recheadas de gente bonita demais pra se preocupar em socializar com espinhentos como você, a salvação pra mesmice que consta na tal Goiânia Rock City chegou a tempo de garantir sua sobrevivência:


THRASHCORE FAST!


A comunhão mais bem sucedida de gente feia que Goiânia já viu está de volta, pra felicidade dxs rokeirxs imundxs e tristeza dxs que só vão aos shows pra pegar xs gatinhxs de cabelo liso. Aqui a sinceridade nas ações sobressai ao físico esbelto, e a motivação pra continuar enfrentando os empecilhos da vida cotidiana é encontrada na dança fraterna de correr em círculos e carregar xs amigxs no stage dive. Se as gatas não te dão atenção, se você nunca consegue se dar bem numa prova de matemática, se entrar pra faculdade é tão difícil e frustrante quanto se conformar a encher o rabo do chefe de dinheiro, as escadas intermináveis e o salão caloroso do CETE te darão um bom motivo pra continuar sorrindo. Tragam pranchas, skates, bóias de piscina, e tudo o que te faz feliz; por favor, sem braço cruzado, sem tretas e sem pose de malzão, afinal, por clichê que seja no pit todo mundo é igual!


Dessa vez, uma surpresa gringa mais do que agradável alimentará os ouvidos presentes na noite do dia 25/07 os maníacos do DR LIVING DEAD, em sua tour pelo Brasil, estacionarão no cerrado pra provar o gostinho instigante do pequi, e dependem de você pra esquecerem o tempo gélido dos confins da Escandinávia. Além dos 4 gringos arrombados, contaremos também com a devastação thrashcore do POSSUÍDO PELO CÃO, o Death/Thrash matador do PESTICIDE, a velocidade expressiva do WxCxMx e todo o carisma do chimbal mais rápido do Goiás comandando as baquetas do VENENO DE RATO, abrindo os portais do inferno e esbanjando a beleza característica do Parque da Barragem.


BANDAS:


DR LIVING DEAD (SWE)

Levando o Faça Você Mesmo mais às últimas conseqüências do que nunca, os quatro morto-vivos da Suécia chegam até Goiânia pra expelir todo o veneno que a fusão de metal com hardcore pode gerar. Influências de Anthrax, Suicidal Tendencies, DRI, SOD e toda a patota crossover que o mundo viu surgir nos anos 80 são mais que claras, portanto, não se pode esperar algo pouco contagiante. Indians and Cowboys, espero vocês no pit!

myspace


POSSUÍDO PELO CÃO (DF)

Membros do Violator, DFC, Low Life, Innocent Kids, Terror Revolucionário e o maníaco Tubarões, se juntam em um projeto visando reviver os bons tempos em que o tenisão branco convivia em harmonia com o skate tubarão e as camisas de flanela. Com o recém-lançado LP Possessed To The Circle Pit, esses maníacos por Cryptic Slaughter, Excel e Nuclear Assault voltam a Goiânia pra provar mais do que nunca que coletes com patch, bandanas, política e sorriso no rosto podem conviver em perfeita harmonia.

myspace


PESTICIDE (DF)

Representando o bom e velho Death Metal Old School, Téo Slaver e Capaça Violeiro se juntam a mais dois loucos por Possessed e Massacre pra maravilhar os headbangers com o melhor do que se fazia nos confins da Flórida durante os anos 80. Riffs “evil!” e a batida mais carroceira que o Goiás já viu, fazem dos “veteranos da morte” uma das mais promissoras bandas erguidas no rico cenário metaleiro de Brasília. Hora de propagar o famigerado ruído “UH!” de Thomas Gabriel Warrior no salão quente do CETE!

myspace


WxCxM (Goiânia)

Quatro cabeças com enormes paradoxos musicais, relevam seus gostos mais exóticos – que vão de um compulsivo por D-Beat á um louco por Björk -, e se juntam pra tocar o mais rápido que podem. Sem maiores rótulos, o que se ouve aqui é uma mistureba da fase “Cada dia mais sujo e agressivo” do Ratos de Porão, passando pelo Disrupt e estacionando de vez no What Happens Next, embora com menos intensidade, hehe. Show de lançamento do EP “O Caos Continuará”!

myspace


VENENO DE RATO (Águas Lindas)

Oriundos da região mais violenta do Brasil, os 4 maníacos do Parque da Barragem conseguiram desviar a tensão local com um hardcore simples e empolgante, digno do que era feito pelos Cabeloduro e DFC no meio da década de 90. Promessa de um começo repleto de sorriso no rosto, piãozice e bebedeira com o demônio no circle pit!

myspace




QUE É THRASHCORE FAST?


O Thrashcore Fast surgiu como idéia em 2004, adormeceu até o começo de 2006, e se consolidou de vez em setembro do mesmo ano. Totalmente baseado nos preceitos da contra-cultura e enraizado nos princípios do faça-você-mesmo, a intenção aqui é, acima de tudo, promover a diversão derrubando todos os muros que separam o metal e o punk. Infelizmente, a espontaneidade de pular, gritar e agitar deu lugar a uma cultura (?) onde fechar os braços e fazer cara de mal pro mundo é motivo de orgulho. Pra nós, tomar o microfone, cantar o refrão junto, se divertir e mandar à merda quem não quer, são formas de desabafar tudo o que essa rotina de trabalho-estudo nos impõe dia-a-dia. Por mais que esse mundo louco insista em tomar um rumo alheio ao nosso conceito de felicidade, insistimos em fazer as coisas nos velhos moldes, e é essa fidelidade que nos motiva a continuar caminhando de cabeça erguida, apesar de tanta pedra no caminho.


Resumo: THRASHCORE FAST 4

Data: 25/07

Local: CETE (ANTIGO “CASA DAS ARTES”)

Horário: À PARTIR DAS 18:00

Entrada: R$10 ANTECIPADO, R$12 NA HORA

Bandas:

DOCTOR LIVING DEAD (SUÉCIA)

POSSUÍDO PELO CÃO (DF)

PESTICIDE (DF)

WxCxM (GO)

VENENO DE RATO (Águas Lindas)